A ajuda financeira para realizar um grande sonho pode estar mais perto do que se imagina e não sair tão caro quanto se pensa. Os bancos estão ampliando a oferta de microcrédito para clientes de baixa renda e empreendedores. O limite máximo dos empréstimo para quem pretende investir no próprio negócio com o acompanhamento do banco chega a R$ 15 mil.
O governo, por meio dos bancos públicos, mantém linhas de crédito com juros menores para perfis específicos de clientes como estudantes recém-formados, taxistas, pequenos comerciantes, camelôs e microempreendedores. O DIÁRIO preparou um guia com as melhores taxas para cada modalidade (confira ao lado).
O taxista Fernando José Morais, de 33 anos, trabalha há 15 anos na profissão e trocou cinco vezes de carro. Nas quatro primeiras vezes, ele fez o financiamento usando linhas normais de créditos oferecidas pelos bancos. Na última troca, porém, optou pelo financiamento no Banco do Brasil, que tem uma linha específica para taxista com uso de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Ele sentiu a diferença no bolso.
“Eu comprei um carro muito mais potente que o anterior e o valor da parcela equivale a um terço do que eu pagava antes. Além disso, não teve nenhuma burocracia para a liberação do crédito”, disse.
As regras são simples: o carro deve ter sido fabricado no brasil, ser zero-quilômetro e o taxista precisa ter a licença e o alvará em ordem.
“Eu recebi a dica de uma amiga que conhecia o empréstimo e constatei que realmente vale a pena. A taxa é de 0,83% ao mês. Qualquer um que trabalha razoavelmente bem na praça consegue pagar sem nenhum aperto”, disse. Nos financiamentos anteriores o taxista tinha de trabalhar até de madrugada para manter as prestações em dia.
Rede de lojas/ Até maio do ano passado, Adelson Batista da Silva, 43 anos, era pedreiro e sonhava em ter uma loja de material de construção. Por meio do microcrédito, ele consegui o valor suficiente para inaugurar a sua lojinha em Paraisópolis, na Zona Oeste da capital, onde mora há 15 anos.
“Fui pedreiro por oito anos no bairro. Guardei um dinheiro com o objetivo de montar uma loja de material de construção. Graças ao empréstimo consegui dar o pontapé inicial. O sonho agora é montar uma rede de lojas”, disse. O empréstimo ele vai quitar em 2016.
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