Criminosos passaram a agir de madrugada, atacando quem chega para trabalhar
Os registros de assaltos na Avenida Carlos de Campo e na Praça Eduardo Rudge, no Pari, na Zona Norte, preocupam os comerciantes do bairro. Os casos de furtos, roubos e saidinhas de bancos aumentaram nos últimos meses. Furto e roubo de carro também são comuns nas ruas da região.
Os criminosos agem quase sempre durante a madrugada, surpreendendo quem chega para trabalhar no dia seguinte. Em algumas lojas, o assalto é ao estilo da gangue da marcha a ré, onde os ladrões usam a traseira dos carros para arrombar as portas das lojas. Quem age durante o dia, utiliza motos para surpreender quem sai dos bancos.
Apesar de ser um tema comum nas conversas informais, poucos comerciantes se arriscam a comentar abertamente o assunto. O DIÁRIO esteve nesta sexta-feira no Pari e ouviu diversos relatos de crimes ocorridos no bairro desde o fim do ano passado.
O comerciante Paulo Henrique Azevedo, de 40 anos, disse que tentaram estourar o vidro de seu restaurante duas vezes no final do ano passado. “Foi durante a madrugada. Não tinha ninguém. Quebraram o vidro, mas não conseguiram arrebentar a porta”, disse Azevedo, que teve de reforçar as travas nas janelas e instalar câmeras de vídeo.
O técnico de refrigeração Cláudio Braz, de 39 anos, já testemunhou um crime na avenida. Segundo ele, uma colega de trabalho foi vítima da saidinha de banco após sacar R$ 4 mil. “Ela saiu do banco, atravessou a avenida e os bandidos vieram atrás dela dentro da empresa. Eles estavam armados e levaram todo o dinheiro”, afirmou.
O gerente Jurandir da Silva Júnior disse que a loja de máquinas de costura onde trabalha já foi assaltada duas vezes. Na primeira, o crime foi durante o dia e houve troca de tiros. A marca de um deles ainda está no piso da loja, mas por segurança o proprietário não autorizou fotografias. “Na segunda vez, eles entraram à noite e levaram algumas máquina, um computador e um celular”, disse.
Na Praça Eduardo Rudge, as queixas dos comerciantes são as mesmas. Alguns deles até confirmam os crimes, mas evitam dar detalhes ou entrevistas por questão de segurança.
O DIÁRIO questionou a Polícia Militar sobre os casos de furto e roubo nas ruas do Pari, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.
Praça Padre Bento está mal iluminada
Na Operação Bairro a Bairro desta sexta, o DIÁRIO esteve no Pari, Zona Leste. Frequentadores da Praça Padre Bento pediram mais iluminação. “É um local de lazer. Eu sempre jogo cartas com amigos na praça, mas a iluminação deixa a desejar, tanto para nós que queremos jogar até mais tarde, quanto para a segurança”, diz José Francisco dos Santos. O Ilume (Departamento de Iluminação Pública) disse que vai enviar equipes de manutenção.
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