Pizzaria Nonno Paolo, no Paraíso, pode ser multada por discriminação racial
A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo também vai investigar a denúncia de discriminação contra um menino negro, de 6 anos, que foi retirado do restaurante Nonno Paolo, no Paraíso, na Zona Sul, por um dos funcionários. O caso aconteceu no dia 30 de dezembro. Nesta sexta-feira, o coordenador de Políticas para População Negra e Indígena da secretaria, Antonio Carlos Arruda, anunciou a instauração do processo para apurar o caso, que já é investigado por um inquérito policial.
“Se apurada a discriminação, o estabelecimento poderá ser multado”, afirmou Arruda, baseado na lei 14.187/2010, que pune atos discriminatórios por raça ou cor no estado.
Shimeles, de 6 anos, nasceu na Etiópia. Ele estava no Brasil com os pais adotivos, um casal de espanhóis. Na última sexta-feira do ano, depois de passear no Parque do Ibirapuera, a família decidiu almoçar no Nonno Paolo. Cansado, Shimeles decidiu esperar na mesa enquanto os pais se serviam no bufê. Foi então abordado por um funcionário, que o confundiu com um menino de rua, o pegou pelo braço e o colocou para fora do estabelecimento. Sem falar português, o garoto não conseguiu explicar o que fazia ali. A mãe o encontrou chorando na rua, a um quarteirão do restaurante.
Representantes do Nonno Paolo negam a discriminação. O contador Tadeu Camargo disse ao DIÁRIO na terça-feira que o funcionário pediu para o menino sair, sem pegá-lo no braço. Nesta sexta, ao G1, Camila Pereira, uma das sócias do local, disse que o menino ficou com medo ao ser abordado pelo funcionário, que perguntava sobre seus pais, e decidiu correr.
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