Santoro não é um mocinho. Ele cumpre apenas as leis que considera justas
Afastado de projetos fixos na TV há sete anos, Rodrigo Santoro parece estar cansado de responder quando voltará de vez a bater cartão numa emissora. É, no entanto, polido quando a repórter tenta descobrir qual a porcentagem de chance de o público vê-lo pelo menos semanalmente nas telas. “Com o volume de viagens e com a dinâmica com que tenho vivido, fica difícil prever exatamente. A única questão em relação a isso é que o compromisso muito longo me impediria de realizar os outros projetos”, explica, por e-mail.
“Homens de Bem”, telefilme que a Globo exibe no dia 29, após “Fina Estampa”, é o novo compromisso de curto prazo de Santoro na TV. Gravado em junho, em Porto Alegre, o especial “congelou” dois meses da agenda do ator. Durante o período, ficou morando num quarto de hotel. Quase passou despercebido – curiosamente, repetindo na vida real o que o personagem do filme, o araponga Ciba, tem como hábito.
“Foi uma experiência ótima. Infelizmente, não deu muito tempo de fugir da rotina set/hotel/set, mas saí para jantar algumas vezes e comi muito bem.”
Herói às avessas/Projeto de Jorge Furtado, “Homens de Bem” narra a história de Ciba, um espião particular que é recrutado pela Polícia Federal para investigar um crime de colarinho branco. Tem algo entre MacGyver e Jack Bauer.
“Ciba é o protagonista da história, mas não é o mocinho. Ele tem princípios morais rígidos, mas nem todos estão dentro da lei. Ele só cumpre as leis que considera justas”, diz. “Faz o que for preciso para prender os homens maus. Mas é ele quem decide quem são eles (risos).” Além dos bandidos, Ciba ainda tem de lidar com a paixão pela ex-mulher Mary (Débora Falabella) e conciliar a carreira com a imagem de pai exemplar de Mariana (Juliana Moretti).
Santoro foi chamado para o papel pelo diretor de núcleo Guel Arraes ainda em 2010, quando gravou o especial “Papai Noel Existe”. Guel contou sobre o projeto de Furtado. “Sempre quis trabalhar com os dois e, assim que li roteiro, adorei a história e o texto. A partir daí, começamos a definir as datas para a filmagem”, conta. O ator revela ainda não ter sido seduzido exclusivamente pela oportunidade de fazer um personagem tão diferente de seus anteriores. “O meu processo de escolha é sempre muito instintivo. Mas devo admitir que me interesso bastante em explorar campos desconhecidos.”
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