A cidade de São Paulo possui duas representantes na lista das dez maiores favelas do Brasil. Paraisópolis, na Zona Oeste, aparece em 8 lugar no ranking do IBGE, com 42,8 mil moradores em mais de 13 mil domicílios ocupados, e Heliópolis, na Zona Sul, está na 10 posição, com 41,1 mil moradores em 12,1 mil domicílios.
Apesar dos investimentos dos últimos anos, os moradores das duas maiores favelas da capital ainda sofrem com um sistema de saneamento pouco eficaz. Segundo o levantamento do
IBGE, com dados do Censo de 2010, apenas 68,4% dos domicílios nos aglomerados subnormais (favelas e similares) têm tratamento sanitário adequado. Em áreas regularizadas da capital, o índice chega a 94,7%.
Segundo o IBGE, as habitações situadas em favelas estavam concentradas na região Sudeste (49,8%), com destaque para os estados de São Paulo, que abrigava 23,3% dos referidos domicílios do país, e do Rio, com 19,1%. A ocorrência era bem menor nas regiões Centro-Oeste (1,8%) e Sul (5,3%).
Polo de concentração de emprego e de melhor infraestrutura, as áreas no entorno das metrópoles, não à toa, são o lugar onde esse tipo de habitação costuma se proliferar mais facilmente: 88,2% dos domicílios em aglomerados subnormais estavam em regiões metropolitanas com mais de 1 milhão de habitantes.
Vale ressaltar que quase a metade (43,7%) dos domicílios do país situados em favelas estavam localizadas nas cidades em torno de São Paulo, do Rio e de Belém.
Com isso, nas últimas duas décadas a proporção de brasileiros vivendo nos chamados assentamentos irregulares praticamente dobrou.
No ano passado eram 11,4 milhões de pessoas, representando 6% da população do país, distribuídas em 323 municípios. Em 1991, elas somavam 4, 4 milhões, ou 3,1%. Em números absolutos, o número de habitantes em favelas cresceu 75% ao longo dos últimos 10 anos, sem considerar o crescimento populacional.
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