23/08/2013 07:00

Marcelinho atirou flecha na avó, diz colega

Antes da chacina da Brasilândia, garoto teria dito a colegas que havia tentado atingir parente


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Por: diário sp

Colegas de Marcelo Bovo Pesseghini, de 13 anos, afirmaram à Polícia Civil que, antes da chacina da Brasilândia, Zona Norte, o garoto chegou a dizer que havia atirado uma flecha contra a avó, informou nesta quinta-feira o “SPTV”.

Marcelo é apontado pela polícia como suspeito de ter matado o pai, o sargento da Rota Luís Pesseghini; a mãe, a cabo Andreia Pesseghini; a avó Benedita de Oliveira Bovo; e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, no último dia 5. Após o crime, ele teria cometido suicídio.

Os depoimentos colhidos pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) indicam ainda que Marcelo já havia atirado com uma pistola ponto 40 — a arma usada no crime. Um colega do menino afirmou que, certo dia, Marcelo chegou com o rosto machucado na sala de aula. Questionado sobre o ferimento, Marcelo teria dito que havia disparado um tiro com a pistola e a arma havia dado um tranco para trás, o atingindo.

Nesta quinta, o DHPP ouviu a médica Neiva Damaceno, que acompanhava o tratamento de Marcelo — o garoto sofria de fibrose sística. Ela descreveu aos policiais os medicamentos que o menino costumava tomar. Nenhum deles, segundo a médica, seria capaz de influenciar o comportamento do garoto.

A polícia ainda pretende ouvir ao menos mais dois colegas de Marcelo e policiais que trabalhavam com o pai e com a mãe dele. Na próxima semana, o Instituto de Criminalística deve finalizar os laudos. O psiquiatra forense Guido Palomba também deve dar um parecer sobre o caso.


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