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23 MAIO
dia a dia
17/11/2012 12:04

Feira da madrugada está aberta agora de dia

Centro de Tradições Nordestinas, na Zona Norte, abriga a famosa feira do Brás neste sábado e domingo Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br

Pela primeira vez, o CTN (Centro de Tradições Nordestinas) abriga, neste sábado e domingo, a famosa feirinha da madrugada em sua sede, no bairro do Limão, na Zona Norte da capital paulista. Os mesmos comerciantes que fazem sucesso no Brás estão no CTN.

Os produtos e os preços são os mesmos da feirinha da madrugada. A única exceção é a barraca do Paulo, que vende artesanatos feitos em pedra. As fontes de água, por exemplo, custam entre R$ 100 e R$ 1 mil.

Nas barracas de roupas é possível comprar uma calça de tricoline, que tem feito bastante sucesso nas vitrines das lojas, por R$ 20. Uma camisa de tecido leve (regata ou manga curta), meio transparente, que também anda na moda, sai por R$ 25. Os vestidos curtos e justos, bastante usados pelas piriguetes, custam entre R$ 20 e R$ 25. As calças jeans femininas são vendidas a R$ 35. As camisetas básicas masculinas custam R$ 10, mas se levar duas o cliente paga apenas R$ 15 (R$ 5 de desconto). As calças legging custam R$ 10.

A pedagoga Clesineide Ferreira, 23 anos, foi com três amigas fazer compras nesta sexta-feira, no CTN. A dona da barraca liberou seu carro para as clientes improvisarem um provador no banco de trás. “Vale muito a pena comprar aqui. Nas lojas do Brás, fora da feirinha, essa camisa custa R$ 40. Aqui está R$ 25”, disse Clesineide, enquanto tentava se olhar nos vidros do automóvel, como se fossem espelhos.

Segundo as amigas, o horário da feira ajuda. No Brás, a feirinha acontece das 3h até as 10h. No CTN, as barracas funcionam neste sábado e domingo das 9h às 22h. A entrada é gratuita e o estacionamento custa R$ 6.

A ideia dos organizadores é que o CTN receba a feira da madrugada mensalmente, toda  segunda semana do mês.

Feirinha será levada para a Zona Sul ainda neste ano
A feirinha da madrugada deve se deslocar outras vezes e chegar ao extremo Sul da capital, na Grande São Paulo e no Litoral Sul.

Segundo Manoel de Araújo Mota Júnior, um dos organizadores, ainda neste ano a feira do Brás será montada no que ele chama de “fundão da Zona Sul”, em bairros como Grajaú, Campo Limpo e até na cidade de Taboão da Serra.  “Muita gente não consegue ir ao Brás porque é longe, fora de mão. A ideia é levar a feira, com os mesmos produtos e os mesmos preços, para as periferias”, disse Júnior.

Nesta segunda-feira haverá uma reunião com as subprefeituras da região Sul para definir a data e o local onde a feira será montada.

Já no CTN, a ideia é manter a feira da madrugada como um evento mensal, toda segunda semana do mês. “Desta primeira vez, a gente queria deixar a feira montada até segunda-feira, mas como tem show do Gusttavo Lima na segunda, precisamos liberar o espaço”, disse Júnior.

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