Os estudantes que invadiram a reitoria da USP há uma semana decidiram nesta segunda-feira à noite manter a ocupação e, assim, desobedecer a ordem de reintegração de posse dada pela Justiça na quinta-feira. Os alunos deveriam ter deixado o prédio às 17h do sábado, mas um acordo com a direção da universidade prorrogou o prazo para até 23h desta segunda-feira. A USP, agora, deverá notificar a Justiça para que seja feita a reintegração. Pela sentença da juíza, o uso de força policial está liberado. Até às 23h desta segunda, a PM não havia sido chamada para fazer a reintegração de posse.
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A principal reivindicação do movimento é o fim do convênio que permite a presença da PM no campus. O estopim da crise foi a detenção, no final do mês passado, de três jovens que fumavam maconha dentro do campus. Os estudantes primeiro invadiram o prédio da FFLCH e, na terça à noite, após uma assembleia decidir pelo fim da ocupação, um grupo migrou para a reitoria.
Nesta segunda-feira à tarde, os representantes dos invasores se reuniram com os professores Wanderley Messias, superintendente de relações institucionais da USP, e Alberto Amadio, membro do gabinete do reitor, para tentar negociar uma saída para o impasse. Os professores mantiveram as propostas anteriores: a USP se comprometeu a rever processos administrativos contra funcionários e estudantes, mas não abriu mão da a presença da PM no campus. O convênio foi firmado em maio, após o assassinato de um estudante dentro do campus.
A reitoria se comprometeu ainda a não punir estudantes e funcionários pela participação na invasão. No fim de semana, a USP já tinha admitido abrir negociações para aperfeiçoar o convênio feito com a PM.
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