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23 MAIO
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Lilia Cabral volta aos palcos paulistanos

A atriz vive Maria do Caritó, uma cinquentona virginal que em nada lembra a Griselda de ‘Fina Estampa’ Luciano Guaraldo
lucianog@diariosp.com.br
Divulgação Lilia estreia sexta, no Teatro Faap, a peça 'Maria do Caritó' Lilia estreia sexta, no Teatro Faap, a peça 'Maria do Caritó'


A novela “Fina Estampa” chegou ao fim em março, mas Lilia Cabral ainda carrega nas costas o peso de Pereirão. “É gratificante ver que o público gostou de seu trabalho. Até hoje me chamam de Dona Amorzinho, isso é carinhoso no melhor sentido”, conta a atriz, referindo-se ao papel que viveu em “Tieta” (1989).

Pronta para se libertar de Griselda, Lilia estreia amanhã, no Teatro Faap, a peça “Maria do Caritó”, em que vive uma virgem cinquentona que quer encontrar um homem, mas que teve a castidade prometida pelo pai a São Djalminha. “A Maria não tem nada a ver com o Pereirão, não dá nem para comparar. Assim como ela também é o oposto da Mercedes (personagem da atriz na peça, no filme e na série “Divã”)”, diz.

Como Maria é considerada uma santa que faz milagres, é inevitável para Lilia entrar em contato com a sua espiritualidade. “Eu tenho muita afinidade com esse universo religioso, faço promessa todo dia. Sou católica, mas não do tipo que vai à missa todo domingo”, explica.

Devota de vários santos, como Santo Expedito, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Graça e Nossa Senhora de Fátima – a última, herança de Griselda –, a atriz aponta a importância da fé na vida: “Se você acredita em algo, com determinação vai conseguir o que deseja. Não pode ficar simplesmente esperando as coisas acontecerem. Tudo que conquistei foi por que acreditei.”

REENCONTRO / Mais do que tratar de religiosidade e de permitir que a atriz faça comédia (ela admite buscar textos mais leves para o palco após meses de drama na TV), “Maria do Caritó” marca o reencontro de um grupo de bons companheiros: Lilia divide os palcos com Fernando Neves e Silvia Poggetti, seus amigos há mais de 30 anos. “Conheci os dois em 1978 e montei com eles, em 1983, ‘O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá’, único romance infantil do Jorge Amado, também no Teatro Faap. Sempre falávamos de atuar juntos outra vez, mas nunca dava. Aí cansei de esperar e encomendei o texto para o Newton (Moreno, autor da peça)”, explica.

O reencontro agradou tanto que Lilia já planeja fazer com a peça o que fez com “Divã”. “Temos planos de levar ‘Maria do Caritó’ para o cinema. É um texto muito cinematográfico. Mas tudo tem o seu tempo...”, adianta.

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