Carros abandonados ficam em cima de aterro e podem estar contaminando nascentes
Por trás da bela paisagem que a Subprefeitura de Parelheiros, na Zona Sul, apresenta em sua fachada, reconhecida pelo verde e pelo lago com patos e garças, existe uma área destinada ao recolhimento de veículos particulares abandonados e oficiais sem condições de uso.
Segundo o Savim (Sindicato dos Agentes Vistores e Agentes de Apoio Fiscal do Município de São Paulo), o estacionamento de veículos e carcaças, que fica sobre um aterro, causa problemas ao meio ambiente.
Em carta enviada do DIÁRIO, o sindicato afirma que a situação pode provocar a contaminação e o assoreamento de nascentes sob o aterro. O problema, diz a entidade, pode reduzir o volume de água das nascentes, tornás-la sujas e levar lagos da região ao desaparecimento. De acordo com a Savim, o movimento de terras para a aterragem, feito na área há nove anos, foi realizado sem licença. A entidade ainda frisa que é proibido por lei depositar detritos, óleo, graxa, tintas e outros resíduos em terreno livre.
O chefe de gabinete da subprefeitura, Vanderlei de Mello, nega qualquer risco e afirma que não existem nascentes sob o aterro. “Estamos preocupados com o meio ambiente e com a preservação dele. Todos os veículos daqui são inservíveis. Sem motor, combustível ou algo tóxico”, ressalta. Em junho, a subprefeitura leiloou 10 toneladas de veículos abandonados para desafogar o local.
Subprefeitura contesta denúncia
Segundo a Subprefeitura de Parelheiros, a denúncia do Savim é equivocada e o local não corre perigos ambientais. Questionada sobre a água parada nos pneus, alegou que a vigilância é frequente. O chefe de gabinete, Vanderlei
Mello, admite que a subprefeitura não tem estrutura suficiente para guardar os cerca de 40 carros que estão lá.
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