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esportes

Scheidt e Prada ficam com o bronze na Vela

Scheidt admite gosto amargo, mas se iguala a Grael como o maior medalhista olímpico brasileiro Diário Sp
Agência Reuters Robert Scheidt e seu parceiro Bruno Prada terminaram a última regata em 7º lugar Robert Scheidt e seu parceiro Bruno Prada terminaram a última regata em 7º lugar

Era difícil, mas no fundo o Brasil ainda acreditava na improvável medalha de ouro na classe Star. Afinal, quem brigava por ela era o supervelejador Robert Scheidt, 39 anos, então dono de quatro pódios olímpicos e atual campeão mundial, ao lado do proeiro Bruno Prada.

Porém, o sétimo lugar na regata final valeu só um bronze, neste domingo (5), em Weymouth.

Os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que corriam por fora ao iniciar a prova na terceira posição, conseguiram o ouro com a vitória, somada ao desempenho ruim dos brasileiros e dos favoritos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, que lideraram desde o início.

“Ficamos muito felizes pelo bronze, mas é lógico que ficou um gosto amargo por ter perdido posições. Mas a dupla sueca foi bem. As coisas acontecem muito rápido, visto que os ingleses perderam 16 pontos em uma regata hoje (domingo). Então, a mudança foi muito grande”, declarou Scheidt.

O velejador, que pretende encerrar a carreira no Rio de Janeiro, em 2016, tornou-se o recordista de medalhas olímpicas do Brasil, empatado com o também velejador Torben Grael. Ele coleciona dois ouros, duas pratas e um bronze.

Os brasileiros  armaram uma estratégia agressiva para surpreender os líderes, mas acabou não funcionando. “A gente tinha uma tática de cair pelo lado esquerdo, apostando que ia sair vento por ali, pelas informações que a gente tinha da previsão do tempo. Mas acabou saindo pela direita. Numa regata curta como é a ‘medal race’,  fica difícil você se recuperar depois”, lamentou Scheidt.

Favoritos
Scheidt e Prada foram absolutos nos últimos dois anos na Star, com títulos mundiais em 2011 e 2012, na Austrália e na França. “Antes da Olimpíada, tivemos uma reunião e falamos que qualquer medalha já era para ser celebrada. A gente dominou as competições da classe nos últimos 20 meses, ganhamos dois Mundiais, mas Olimpíada tem disso. Os suecos não ganharam nada nos últimos anos e acabaram com o ouro”, comentou o velejador.

A partir de hoje, ele troca o barco pela arquibancada. Casado com a lituana Gintare, que disputa nesta segunda (6) a última regata da classe Laser Radial, Robert vai de torcedor. “Ela está em sexto lugar, não tem mais chance de medalha, mas vamos torcer por um bom desempenho.”

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