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25 MAIO
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Fusão de planos de saúde está na mira do Cade

Número de empresas do setor caiu 29,3% desde 2003 e há pelo menos mais 30 pedidos de associação Agência O Globo

Mesmo com o recente cerco da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) às operadoras de planos de saúde, o setor continua preocupando o governo federal. Dados da autarquia mostram que, desde 2003, o número de companhias em atividade caiu 29,3%, de 2.273 para as atuais 1.607.

Esse processo de concentração acendeu o alerta do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O órgão antitruste tem pelo menos 30 atos em análise sobre fusões e aquisições relacionados a planos de saúde e outros 70 sobre condutas anticompetitivas, como formação de cartéis e contratos de exclusividade com médicos.
As 35 maiores operadoras de planos de saúde e odontológicos do país atendem a 25 milhões de beneficiários, o que equivale a 52,2% dos 47,8 milhões de clientes nas carteiras das empresas. As dez maiores respondem por 15,5 milhões de pessoas, ou 32,3% do total.

“Nem todo movimento de concentração é ruim, mas há limites. Nesse caso, precisamos acompanhar de perto”, diz o presidente do Cade, Vinícius Carvalho.

BUROCRACIA
A comerciária Heveline Guedes, de 33 anos, reclama da burocracia para conseguir marcar consultas ambulatoriais em especialidades como clínica médica e ginecologia. “Só é possível ter atendimento no mesmo dia na emergência. Caso contrário, temos de esperar dois ou três meses”, afirma.

A gerente comercial Aline Lima, de 31, precisou passar por três hospitais para fazer uma radiografia na filha:  “Para marcar consulta, o prazo tem sido de até 60 dias”. Depois de sentir febre e dor de cabeça, a estudante Ana Carolina Cardoso, de 17, precisou passar por dois hospitais até conseguir atendimento. “Quando pagamos pela consulta particular, somos bem atendidos. No convênio, o atendimento tem piorado”, conta.

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