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Parque do Carmo faz sua 34º Festa das Cerejeiras

Florada japonesa, no coração de Itaquera, tem celebração com muita música, comida típica e danças Clarisse Oliveira
Bruno Poletti/Diário SP Cerejeira é planta exótica que floresce entre final de junho e começo de agosto Cerejeira é planta exótica que floresce entre final de junho e começo de agosto

Com flores em forma de cachos, o Bosque das Cerejeiras enfeita o Parque do Carmo, em Itaquera, na Zona Leste, e proporciona aos visitantes um espetáculo de grande beleza nesta época do ano. Nesse cenário é comemorada a 34 Sakura-Matsuri (Festa das Cerejeiras). O evento sempre é realizado no primeiro final de semana de agosto, quando a florada desabrocha. Quem for ao local vai encontrar, entre as atrações, as cerejeiras da cultura japonesa em quatro espécies diferentes: okinawa, ooshima, himalaia e yuki-wari. As plantas têm pétalas de cores e tamanhos diferentes, assim como os troncos das árvores.

O evento oferece ainda apresentações artísticas, entre elas taikos (tambores), danças folclóricas e a gastronomia característica do Japão, como o famoso sushi (bolinho de arroz envolto em alga), mandyu (doce recheado com massa de feijão) e udon (macarrão ensopado), entre outras iguarias.

A tradicional festa é realizada desde 1978. Na programação de hoje está cantora internacional Makiro Nakahira, que vai se apresentar às 12h30. Segundo o coordenador do evento, Sátiro Shimizu, todos os anos a comunidade pratica o hanami, que é o ato de sentar-se sob as cerejeiras e admirá-las durante um  tempo. “Nesse momento existe uma crença japonesa: quando o vento sopra as pétalas das flores e elas caem sobre o rosto da pessoas, acredita-se ser presságio de sorte.”

Durante a festa, além de contemplar as cerejeiras, os participantes também podem levar uma muda para plantar em seu jardim. Elas custam de R$ 10 a R$ 30, depende o tamanho escolhido.

No bosque foram plantados mais de mil pés de sakuras, nome em japonês das cerejeiras, neste ano. Somente na cidade de São Paulo há 4.029 pés da árvore. “A capital paulista tem o maior numero de cerejeiras fora de seu ambiente natural, o Japão”, explica Lincoln Uwataira, diretor de relações públicas.

O cultivo de cerejeiras no Parque do Carmo começou na década de 1970 pela colônia de imigrantes japoneses da região.

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