Docentes da UFABC (Univesidade Federal do ABC) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) realizam assembleia na terça-feira para discutir os rumos da greve das instituições de ensino federal no ABCD.
Em votação, estará a proposta feita pelo Ministério do Planejamento na última sexta-feira. A oferta do governo federal inclui, além da redução de 17 para 13 níveis de carreira, reajuste salarial que pode chegar até 45% ao longo de três anos. Os aumentos salariais, no entanto, estão condicionados à dedicação exclusiva e a participação em projetos de pesquisa.
AVALIAÇÃO /Presidente da Associação dos Docentes da UFABC), Armando Caputi, acredita que a proposta será rejeitada na reunião geral, marcada para acontecer no campus de Santo André, às 10h. “Ainda está bem longe das nossas expectativas”, avalia.
Uma hora depois, no campus São Paulo, será a vez dos docentes da Unifesp colocarem em votação a proposta do governo federal. A instituição de ensino tem um campus em Diadema.
Presidente da Associação de Docentes da Unifesp, Virginia Junqueira questiona vários pontos da proposta feita pelo governo Dilma.
“Algumas coisas nos preocupam. Hoje já faltam candidatos em concurso. Pela proposta, só em 2015 vamos ter conseguido equiparar os salários das federais com o pago pelas universidades estaduais de São Paulo. Além disso, está vinculada a progressão salarial à participação em pesquisas. Mas temos que pensar na realidade dos docentes do interior do País, onde o financiamento para pesquisa é muito mais complicado”, destaca.
Até sáado (14) 56 universidades federais em todo o País permaneciam em greve.
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