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dia a dia

Cunha: suspeito vai a júri popular

Homem acusado de assassinar as irmãs Oliveira em 2011 vai a julgamento e pode pegar 60 anos de cadeia Redação/ O VALE
redacao@bomdiasaojose.com.br

A Justiça definiu que Ananias dos Santos, acusado pela morte das irmãs Josely Laurentino de Oliveira, 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, 15 anos, em março do ano passado em Cunha, irá a júri popular. A decisão da juíza Roseane Cristina de Aguiar Almeida foi publicada anteontem e isenta Maria José, namorada de Ananias, de participação no crime. A enfermeira, de 50 anos, passou a ser classificada como testemunha.

Os advogados de defesa pretendem recorrer da decisão no Tribunal de Justiça. A alegação é de que Ananias é inocente e não existem provas que o incriminem. Atualmente, Ananias está preso na Penitenciária de Balbinos, na região de Bauru.

Josely e Juliana desapareceram no dia 23 de março de 2011, quando voltavam da escola. Elas foram encontradas após cinco dias em uma mata na zona rural da cidade. Desde o desaparecimento, Ananias sempre figurou entre os principais suspeitos. Como já era foragido da Justiça e estava desaparecido, foi alvo de uma caçada.

Ananias foi capturado na casa de parentes, em Cunha, no dia 11 de abril. Após ser preso, ele confessou o crime e mostrou o local onde escondeu a arma, uma espingarda calibre 22.

Julgamento / Ananias será julgado por duplo homicídio qualificado. Para a juíza, o crime teve motivação fútil. Ele poderá ser condenado a até 60 anos de prisão. Segundo a sentença, o alvo de Ananias era Juliana, por quem sentia atração, mas não era correspondido. Josely, foi morta “para assegurar a impunidade do réu.”

“A materialidade está comprovada e há suficientes indícios de autoria, requisitos necessários à pronúncia, devendo o réu ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri”, disse a magistrada na sentença.
 
A morte das adolescentes, ganhou repercussão nacional. José Benedito de Oliveira e Iracema de Oliveira, pais das jovens e de outra menina de 19 anos, ainda moram em Cunha, mas em outra casa.

Para advogados, não há provas materiais
Durante processo, Ananias voltou atrás e negou autoria. Logo depois, participou da reconstituição e contou em detalhes como executou as jovens. Para os advogados de defesa, não existem provas materiais sobre a participação de Ananias no crime e o acusado teria confessado o crime sob pressão dos policiais. “Amanhã [hoje], entraremos com recurso no Tribunal de Justiça. O Ananias é inocente. A decisão foi baseada no depoimento de testemunhas”, diz Rodney Ramos Costa, advogado de Ananias.  Sobre a classificação de Maria José, que chegou a ser apontada como cúmplice, a juíza considerou que não havia provas que a incriminassem.

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