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'Alienígena' ansioso e nervoso na estreia

No 1º jogo pela seleção brasileira de basquete, Larry Taylor confessa que sentiu o peso da camisa amarela Gustavo Longo / São Carlos
gustavo.longo@bomdiabauru.com.br

Esqueça o jogador controlado, calmo e tranquilo acostumado a desfilar nas quadras do Brasil. O Larry Taylor de terça-feira (26) à noite foi bem diferente do normal. Na sua estreia pela seleção brasileira de basquete, o armador mostrou uma ansiedade e nervosismo incomuns.

O jogo contra a Nova Zelândia foi realizado em São Carlos e marcou a estreia das duas equipes no Torneio Eletrobrás de Basquete, um quadrangular que serve como preparação para os Jogos Olímpicos de Londres e que acontece até amanhã na cidade do interior.

O nervosismo era latente antes mesmo do início de jogo. Em rápida conversa com o BOM DIA antes de começar a partida, ele mal conseguia responder às perguntas. “Passei o dia inteiro nervoso e acordei ansioso. Eu que não sou brasileiro, senti um pouco o peso da camisa quando a peguei”, confessou Larry. E as diferenças já começavam na camisa. Ao invés do número 4 tradicional que ele usou nas últimas duas temporadas em Bauru, o armador usou a 7 – Marcelinho Machado ficou com o número preferido dele.

Apesar de ser o segundo a entrar na quadra, não foi ovacionado pelos torcedores, que preferiram gritar pelos astros da NBA Anderson Varejão e, principalmente, Nenê Hilário, natural de São Carlos. E Larry ainda teve que aguentar um pequeno fã-clube gritar o nome de Nezinho, seu principal concorrente pela vaga olímpica.

Nem no momento mais esperado, o Hino Nacional, ele conseguiu se soltar. Visivelmente nervoso, abriu a boca timidamente para soltar algumas palavras da letra. Até mesmo algumas lágrimas escorreram pelo seu rosto. Talvez por isso Rubén Magnano tenha optado por Raulzinho como armador titular, deixando Larry Taylor no banco, outra situação inimaginável em Bauru. Só entrou em quadra faltando 4min25 para o fim do primeiro quarto.

Os primeiros dois pontos vieram dois minutos depois, mas estava longe de ser o armador brilhante nas infiltrações e leitura de jogo que fez dele o melhor armador do NBB 3 e opção imediata da seleção para os Jogos Olímpicos de Londres. “Queria que começasse logo o jogo, para passar essa sensação”, comentou o atleta, com a certeza de que hoje será um outro e novo dia para poder demonstrar toda a calma, tranquilidade e talento que conquistou a cidade inteira.  O jogo não havia terminado até o fechamento desta edição.

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