Maestro do Boca, Riquelme é visado por jornalistas antes de jogo da Libertadores
Homenageado com estátua no museu do Boca, Riquelme chorou copiosamente. A piada feita por jornalistas, naquelas brincadeiras cheias de seriedade, foi: “Ele é humano, então?”.
Que ele está na curva descendente na carreira, é incontestável. Mas ninguém no futebol sul-americano é capaz de controlar uma partida a partir do meio de campo como o jogador que prefere ser chamado de Roman. O sangue-frio nos passes e a precisão em momentos decisivos foram o que Ganso, teoricamente um meia clássico como o argentino, não mostrou contra o Corinthians.
“Como ele é? Lembra-se do filme do Charles Chaplin no qual ele encontra um milionário? Quando o sujeito bebe, é amigão do Chaplin. Quando está sóbrio, o escorraça. Roman é assim. Só que sem a bebida”, definiu o ex-atacante Palermo.
Ele sabe bem o que fala. Foi quase irmão de Riquelme. Até que brigaram por motivos ainda não totalmente esclarecidos. A relação ficou tão estremecida que o histórico camisa 9, maior artilheiro da história do Boca Juniors, não convidou o 10 para seu jogo de despedida.
Enquanto Palermo estava em campo, existia “divisão de forças” no elenco xeneize. Quando se aposentou, não restou dúvida sobre quem era o chefe do vestiário. O meia desafiou até a autoridade do técnico Júlio César Falcioni. Com o tempo, chegaram a um acordo de paz. O que não significa, necessariamente, que um morra de amores pelo outro.
Desafio/ Roman não nutre tal sentimento por ninguém no mundo da bola. Aos 34 anos, sabe que esta no fim da linha. Seus detratores — que não são poucos — esperam o momento para aumentar o nível das críticas. Roman terá de fazer o mesmo de outros anos. Silenciá-los com um título. O da Taça Libertadores.
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