Ela afinou a silhueta e adotou um figurino mais despojado
Por Juliana Alencar
O dia marcado para a entrevista coletiva de lançamento de “Encontro com Fátima Bernardes”, o novo programa da ex-âncora do “Jornal Nacional”, foi de caos nos aeroportos de São Paulo. Por causa da forte neblina que impediu pousos e decolagens até cerca de 10h, a imprensa que dependia da reabertura da ponte-aérea para seguir ao evento não conseguiria chegar a tempo.
Ainda estávamos na fila do embarque quando uma ligação nos tranquilizou: Fátima iria nos atender para uma bate-papo mais tarde. “Que caos, né? Parte da minha equipe também ficou presa em Congonhas”, observou ela , quando nos recebeu na sala de descanso do estúdio de seu programa, no Projac, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Já era mais de 15h.
“Estou ansiosa. São seis meses de dedicação exclusiva para transformar esse meu sonho em algo concreto”, comemora ela. E admite ter metido o bedelho em assuntos que não eram exatamente de sua alçada. “Fui a reuniões de todos os setores possíveis: cenografia, formação de plateia... Isso me dá a ilusão de que eu tenho controle de tudo”, conta.
“Encontro com Fátima Bernardes” é o projeto que ela acalentava desde 2008. Queria fazer um programa que unisse sua experiência como jornalista e a vontade de alçar voos como apresentadora de uma atração mais “solta”. Foi só no ano passado, no entanto, que teve a carta branca para tocar a ideia. Quando abandonou a bancada do “JN”, em dezembro, já se dividia entre os dois trabalhos havia dois meses.
De lá para cá, a dedicação foi quase integral. Com a ajuda do diretor de núcleo Guel Arraes e outros talentos da emissora, começou a formatar a atração. Hoje, 150 profissionais trabalham exclusivamente para o “Encontro”. “É um programa que convida a audiência para um bate-papo sobre temas atuais”, aponta ela, negando que tenha buscado qualquer inspiração em outros produtos.
Fátima não é do tipo que vê muita TV. “Adoro assistir a esportes”, entrega. Com a mudança de rotina, redescobriu sua paixão por novelas. “Agora estou viciada em ‘Avenida Brasil’. Se eu não consigo ver, deixo gravando.”
Vaidade na medida
Fátima nos leva para conhecer o estúdio. Tira o seu iPhone e nos mostra fotos da entrevista coletiva. “Olha como o cenário fica lindo todo aceso”, exibe, orgulhosa. As paredes do estúdio estão preparadas para receber projeções com imagens criadas por designers famosos. A tecnologia permite que o cenário mude todo dia.
Às vésperas de completar 50 anos, Fátima conta que pouca coisa a assusta tanto quanto encarar a idade. “Não consigo me enxergar com 50 anos e todo o peso que esse número redondo traz. É engraçado, porque tenho a mesma disposição de antes, a cabeça fervilha de planos”, diz. “Mais nova, quando pensava em alguém com a idade que tenho, achava essa pessoa muito velha... A luta contra o envelhecimento é inglória, pois a outra opção (morrer) também é péssima, né? Então, que eu faça 50 e muitos! (risos)”
A vaidade não é algo que estressa Fátima. Ela diz não saber se tem algum ângulo seu que não a favorece. “Não fico me preocupando com isso, não”, garante ela, que circulará pelo palco de 360 graus livremente. “A única coisa que eu não posso mais é apresentar programa com roupa remendada com esparadrapo!”, ri, revelando um truque que usava para ajustar terninhos mais folgados na bancada do “JN”. Mais um segredo de Fátima que ela mesma revelou.
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