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22 MAIO
dia a dia

Serra tenta esfriar crise no PSDB

O pré-candidato disse na convenção do PV que tempo de TV para vereadores 'não tem importância' Fernando Granato
fernando.granato@diariosp.com.br
Futura Press Serra acha deve haver consenso quanto ao 'chapão' Serra acha deve haver consenso quanto ao 'chapão'


O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB , José Serra, disse ontem que o tempo de TV para vereadores, na campanha eleitoral, “não tem importância nenhuma”. A afirmação de Serra pretende minimizar a crise interna de seu partido, que tem uma ala contrária ao chamado “chapão”.

Com a coligação, os tucanos teriam que dividir com as siglas aliadas o número de candidatos que podem inscrever na disputa por uma cadeira na Câmara Municipal, o tempo de propaganda eleitoral e também os votos de legenda.

“Tem muito folclore, nas duas, três aparições (na TV). A eleição se ganha nas ruas, nas casas, nas entidades de bairro", afirmou Serra, durante discurso na Convenção do PV que ratificou o apoio da legenda a sua candidatura.

Em entrevista coletiva, no final do evento, Serra afirmou que um “chapão”, na eleição proporcional, é uma tendência normal das alianças partidárias. “Estamos discutindo isso. Há posições diferentes e podemos chegar a um consenso”, afirmou.

Anteontem, dirigentes do PSDB contrários à coligação com outros partidos na chapa de vereadores em São Paulo ameaçaram destituir a Executiva Municipal da sigla, caso esta mostre disposição em apoiar o chamado “chapão”.

Em resposta, Serra, ampliou a pressão sobre a cúpula do PSDB e avisou, por meio de seus interlocutores, que, sem a coligação, não terá condições de ser candidato.
Na convenção de ontem, Serra reiterou a disposição de ter um vice vindo de um dos partidos aliados e elogiou a indicação do PV, o ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge.

“É um dos nomes possíveis”, disse Serra. “Ele tem todas as qualidades para o cargo”, elogiou. O pré-candidato, entretanto, disse que a “questão envolve elementos de natureza política, de alianças e outras considerações”.

Sobre o provável apoio do PP, partido do ex-prefeito Paulo Maluf, ao candidato do PT, Fernando Haddad, Serra evitou fazer comentários.

“Cada um faz alianças e vai para onde achar melhor”, disse o tucano. No evento o pré-candidato do PSDB disse que a coligação com o PV vai além da eleição e é “ideológica”.

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