Neymar carrega as esperanças santistas e Paulinho é o melhor do Timão no torneio
Em suas ações de marketing, o Santos valoriza e se orgulha do futebol-arte. Pelé, Robinho, Neymar... Para o Timão, vale a nação. Ganhar com garra. Às vezes, contra todas as expectativas. É o tal “Aqui, é Corinthians!”, que virou espécie de marca registrada do clube. Nesta quarta-feira, começa o maior confronto de todos os tempos entre os dois estilos. A guerra de dois mundos. Em jogo, um lugar na final da Libertadores. Será às 21h50, na Vila Belmiro.
É sintomático que os santistas apostem tudo em Neymar e rezem para que o estilista Paulo Henrique Ganso esteja em campo. Os corintianos se orgulham da dupla Ralf e Paulinho. Dois volantes de respeito. E não há demérito em ter cabeça de área como inspiração. É de Mano Menezes, campeão no Parque São Jorge, a frase: “Defender bem também é bonito”.
Não que o clássico seja tímido em partidas memoráveis. A Fiel se esquece do desempenho de Ronaldo no primeiro jogo da decisão de 2009, na mesma Vila? Ou do gol de Ricardinho, em 2001, quando o juiz já se preparava para encerrar o jogo?
“Não adianta tapar o sol com a peneira. O que interessa para todos, agora, é a Libertadores. Não tem jeito”, confessa Tite.
Não é, exatamente, uma descoberta incrível.
Outro lado/ Da mesma forma que, para o santista, ficou marcado na memória Rogério caminhando, apavorado, diante das pedaladas de Robinho. Ou o título estadual do ano passado, quando Júlio César engoliu um frango em chute sem força de Neymar. Em 1935, foi justamente contra o adversário desta quarta e o primeiro título de expressão do Peixe, com um 2 a 0 dentro do Parque São Jorge.
Os 180 minutos que começam nesta quarta-feira e terminarão na próxima quarta-feira, no Pacaembu, poderão superar tudo isso.
“Para o nosso torcedor, não há jogo mais importante. Sabemos como fica o clima na cidade quando ganhamos do Corinthians. Se for na Libertadores, então...”, avalia o lateral-esquerdo Léo, que cultiva leve esperança de eventualmente entrar no lugar de Ganso, no meio de campo, se o camisa 10 não puder ser escalado nesta quarta.
O título continental, para o corintiano, é obsessão. Para o santista, buscar mais um troféu e deixar o arquirrival pelo caminho seria uma das maiores glórias desde a fundação, há cem anos. É a disputa suprema entre dois estilos de futebol — e até de ver a vida. E tem tudo para ser histórico.
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