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22 MAIO
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Originais são fãs número 1 de seus imitadores

Boris Casoy e Otávio Mesquita se divertem com as cópias feitas no ‘Pânico’. Ao contrário de Silvio Santos Jussara Soares
jussara.soares@diariosp.com.br
Reprodução Segundo Boris, Carioca percebeu maneiras no próprio jeito de ser dele Segundo Boris, Carioca percebeu maneiras no próprio jeito de ser dele

O Silvio Santos do humorista Wellington Muniz, o Ceará, está proibido de dar as caras no “Pânico” por decisão judicial. Mas o caricato Boris, de Márvio Lúcio, o Carioca, vai continuar dando o seu ‘boa noití’ para o deleite do próprio jornalista Boris Casoy. O âncora do “Jornal da Noite”, da Band, se diverte com sua versão cômica.

“Não perco um (programa). Quando não vejo, eu gravo. Eu me divirto e minha família também gosta”, afirma o jornalista. O único receio que ele teve foi antes de ver o personagem de Carioca ir ao ar. “Antes de o ‘Pânico’ ir para a Band, ele já tinha dito que iria fazer a imitação, que era uma homenagem. Tive receio, porque ele tinha me visto uma vez só na rádio (Jovem Pan). Mas depois, eu me despreocupei e gostei desde a primeira vez que eu vi.”

O curioso, segundo Boris, é que Carioca percebeu maneiras no próprio jeito de ser dele, que não imaginava. “Ele percebeu as mãos, a linguinha... Eu nunca tinha percebido aqueles tiques”, observa, lembrando-se, claro, que Carioca faz tudo de modo muito exagerado e aí está a graça.

O sucesso do quadro do “Jornal do Boris” tem refletido na vida do jornalista. “Esse ‘boa noití’ virou um eco. Eu vou passando e as pessoas brincam comigo. Outro dia, no shopping, uma menina me viu e gritou: ‘Mãe, olha o cara do ‘Pânico’’. Estou virando o cara do ‘Pânico’”, diverte-se.

Porém, nem tudo Boris aprova na imitação de Carioca. “O lamentável é que o Boris do ‘Pânico’ dá mais audiência que eu”, diz.  O “Pânico”, com o “Jornal do Boris”, tem média de 9 pontos. O “Jornal da Noite”, apresentado por Boris Casoy, o original, marca 2 pontos no Ibope.

Prova de Sucesso/ O apresentador Otávio Mesquita, na pele do humorista Guilherme Santana, virou o Otário Mesquita. Muita gente achou ofensiva, mas Otávio não.  “São imitadas pessoas que fazem sucesso. Quando eu soube dessa imitação, muita gente achou que eu fosse ficar chateado. Mas o nome não é um incômodo e acaba ficando pequeno perante a homenagem que é. Acho divertidíssimo”, elogia Mesquita.

O apresentador diz que neste caso a cópia é melhor que o original. “Ele (o Otário) é melhor do que eu. Dou muita risada comigo mesmo. É a primeira vez que alguém me imita de maneira tão perfeita”, elogia o apresentador.

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