COMENTÁRIOS FAÇA SEU COMENTÁRIO!

500 caracteres disponíveis

Todos os comentários publicados no site do Diário de São Paulo só serão publicados após avaliação da equipe web, o que pode gerar atraso na liberação de algumas mensagens.
Mensagens ofensivas, ou com palavras de baixo calão não serão publicadas.
O Diário de São Paulo não se responsabiliza legalmente pelo conteúdo dos mesmos.
Ao publicar mensagens no site do Diário de São Paulo, o internauta autoriza imediatamente a publicação do mesmo na edição impressa.
É fundamental que o nome completo e os dados de contato (e-mail) estejam corretos.
O Diário de São Paulo dá-se ao direito de não publicar mensagens suspeitas de spam, ou que contenham qualquer forma de discriminação.
Termos chulos ou ofensivos serão barrados.

codigo

aceito as cláusulas da politica de privacidade

Diário de São Paulo

VERSÃO
IMPRESSA
VERSÃO
IPAD
VERSÃO
CURRENTS
SÁB
25 MAIO
dia a dia

Mais um dia de caos para DAE e maternidade

Moradores protestam por causa de vazamento em bairro da periferia e grávidas sofrem para serem atendidas Daniela Penha/Colaboração
Problemas nos serviços públicos são tão constantes que já podem ser considerados parte da rotina da cidade.

Os bauruenses, no entanto, não demonstram comodidade. Vão às ruas para protestar e procuram autoridades como o Ministério Público. 

O DAE (Departamento de Água e Esgoto) e a Maternidade Santa Isabel, por exemplo, são notícia toda semana. Quando não são os impasses na troca da gestão da instituição de saúde, é um caso aqui e outro lá de gestantes reclamando atendimento. Em contrapartida, por todo canto da cidade é difícil encontrar quem não viveu ao menos um dia de falta de água.

Nesta quinta-feira, os dois problemas  ‘decidiram’ se encontrar. O dia foi complicado.

Moradores da Vila São Paulo queimam pneus para reivindicar conserto

No dia 19 de abril, há menos de um mês, cerca de 30 moradores do Jardim Marília saíram às ruas para protestar contra a falta de água que provocou desespero durante uma semana. 

Foram necessárias quatro viaturas da polícia para resolver o problema, que acabou em confusão generalizada, ônibus quebrado e dois detidos. 

Na tarde desta quinta-feira, novamente a polícia teve que ser acionada para resolver um problema relacionado ao DAE (Departamento de Água e Esgoto). Dessa vez, entretanto,  o motivo das reivindicações não foi a seca nas torneiras, mas sim o desperdício de água por parte da autarquia. 

Por volta das 14h, moradores da quadra 9 da rua Baltazar Batista, na Vila São Paulo, queimaram pneus no meio da rua. Há mais de 20 dias um vazamento de água fez ceder o asfalto no local, abrindo um buraco que de tão grande fez um motoqueiro cair e se machucar nesta quarta-feira. “Nós ligamos no DAE várias vezes e não conseguimos resolver”, disse, alterado, um morador que preferiu não se identificar. Ele contou também que, além do motoqueiro, um carro precisou ser guinchado depois de passar pelo buraco. 

Ester Gonçalves é dona de uma loja cuja entrada fica em frente ao buraco e explicou a reação dos moradores. 

“Nós estamos cansados. Está faltando água na cidade inteira e até aqui no bairro e eles deixam jorrar água na rua até estragar o asfalto? Tem explicação para isso?”. 

O fogo tomou conta da rua, as chamas ficaram altas e a fumaça preta atingiu todo o bairro. Foram necessárias três viaturas da Polícia Militar, além de uma viatura e um caminhão do Corpo de Bombeiros para controlar a situação. Novamente a cidade se mobilizou para resolver problemas do DAE. Problemas que, para a população, parecem sem solução. Mais de dez bairros da cidade sofrem com a falta de água.  

O problema que era frequente nos bairros periféricos chegou também à zona sul nos últimos meses. Enquanto isso, todos os dias, pelo menos um cidadão liga ao BOM DIA reclamando de vazamentos água. No Jardim América e no Jardim Europa, por exemplo, os moradores afirmam que não é raro ver as  ruas molhadas.  Na semana passada, o Ministério Público pressionou o DAE para entregar mais quatro poços de água para a cidade em oito meses,  sob a penalidade de multa por cada dia de atraso. 

Nessa semana, a comissão criada pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) para  diagnosticar os problemas da autarquia iniciou os trabalhos. Ele  já declarou, entretanto, que para trocar a tubulação da cidade, que é antiga, seriam necessários mais de R$ 100 milhões.

Imediatamente após a manifestação do Jardim Marília, no dia 19 de abril, o DAE enviou caminhões pipas ao bairro para amenizar o problema da população. Nesta quinta-feira, poucas horas após a manifestação, a equipe do departamento  resolveu o problema. 

O vazamento foi contido, a população se acalmou, mas novas manifestações por conta da falta de água podem ocorrer  a qualquer momento.

Família de grávida procura Ministério Público para conseguir parto

Por volta das 9h30 desta quinta-feira, Léia Pereira da Silva e a tia Marta Pereira da Silva procuraram o plantão policial em busca de uma solução para o parto de Daiana Amaro de Oliveira, 16 anos, filha de Marta. 

A adolescente entrou em trabalho de parto aos oito meses de gestação, procurou a Maternidade Santa Isabel por volta das 2h da madrugada desta quinta-feira, mas teve a triste resposta: “Eles disseram que não podem fazer o parto porque não tem incubadora para colocar o bebê”, disse Léia aos policiais.

O problema se desenrolou por todo o dia. A polícia registrou boletim de ocorrência e orientou Léia a procurar o Ministério Público. Ela foi até o local, porém foi orientada a voltar pela tarde. Retornaram para a maternidade sem nenhuma possibilidade de solução. 

Por volta das 11h, Marta, a mãe da jovem,  já muito impaciente,  invadiu a sala de pré-parto da maternidade para ver se a filha estava bem. “Já faz mais de nove horas que estamos aqui”, dizia ela. A Polícia Militar foi acionado e, no local, mais queixas. 

Abel Eduardo Ferreira de Oliveira, 27, estava desnorteado. Desde às 21h da noite anterior aguardava informações sobre a mulher, Lucidaiana Amaro de Oliveira, 27. É o primeiro filho do casal e ele estava com medo de que acontecesse o pior. “Se o meu filho morrer,  eu não vou aguentar”, repetia nervoso. 

Acompanhado da mãe e da sogra, ele afirmava que a  única informação passada pela maternidade até aquela hora era que era necessário esperar a dilatação total para que fosse feito parto normal.  A mãe de Luci, Maria da Silva Amaro, falava com a voz embargada: “Eu nunca vi tanta demora pra fazer um parto. Por que não fazem a cesárea?”.  Quando a imprensa já se aglomerava em frente à maternidade por conta da confusão, uma enfermeira se dirigiu à família trazendo mais da mesma informação: “Tem que esperar”.

Não adiantou. A família ficou ainda mais irritada com a recusa do hospital. 

Foi só por volta das 15h que Luci conseguiu ser encaminhada ao centro cirúrgico para a cirurgia. “O médico viu que não dava mais para esperar”, explicava Abel. O bebê nasceu bem, para a alegria da família. 

O problema de Daiana, porém, só foi resolvido mais tarde. Léia procurou o Ministério Público, que exigiu que a Diretoria Regional de Saúde encontrasse uma vaga em UTI neonatal para colocar o bebê. Por volta das 17h30, a grávida foi encaminhada a Lins. 

A assessoria de imprensa da maternidade afirmou que as 12 incubadoras disponíveis para atendimento estavam ocupadas. Foi explicado que a instituição recebe  os partos de emergência da região, o que causa a superlotação. Sobre a demora no parto de Luci, a resposta foi a de que cabe ao médico decidir pelo parto normal ou cesárea. “A maternidade oferece a estrutura e o médico decide o que fazer.” 

Para a população, a situação mostra que a maternidade  precisa de atenção e melhorias. Nos últimos dias, esta foi a terceira vez que o BOM DIA foi chamado por mães e gestantes insatisfeitas.

Decisão sobre instituição deve sair nesta sexta-feira
AHB (Associação Hospitalar de Bauru), Famesp (Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar) e governo estadual se reúnem nesta sexta-feira com o Ministério do Trabalho para tentar chegar a um acordo sobre o que será feito com os funcionários da maternidade que não foram aprovados no concurso promovido pela nova gestão. A ideia é entrar em acordo para que a Famesp possa assumir a instituição. O último dia para que a fundação assumisse a instituição foi terça-feira. Por conta dessas questões que ainda não foram resolvidas, entretanto, a fundação não pôde seguir o contrato e assumir.

157 
É o número de funcionários que não foram aprovados no concurso e que aguardam decisão

notícias relacionadas + NOTICIAS Comentários Comente Carregando...