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QUARTA-FEIRA
23 MAIO
viva
23/02/2012 23:05

Suspeitos de confusão têm fiança fixada

Valor de R$ 12,4 mil foi pago pela mulher de Tiago Faria e Gaviões quitou a dívida judicial de Cauê Thaís Nunes
thais.nunes@diariosp.com.br
Fotoarena Os dois suspeitos foram presos pela Deatur Os dois suspeitos foram presos pela Deatur

A Justiça arbitrou fiança de R$ 12,4 mil para Tiago Faria e Cauê Santos Ferreira, presos em flagrante durante a confusão que paralisou a apuração do Carnaval no Sambódromo do Anhembi, Zona Norte, na última terça-feira. Tiago é integrante da Império de Casa Verde e Cauê é membro da Gaviões da Fiel. Na noite de ontem, o advogado Davi Gebara, representante da escola alvinegra, informou que a Gaviões pagou a dívida judicial de Cauê. Já Tiago teve a fiança paga por sua mulher, que é médica.

Os dois suspeitos foram presos pela Deatur (Delegacia de Atendimento ao Turista) pelos crimes de dano ao patrimônio público e supressão de documento. Tiago invadiu o local em que as notas dadas pelos jurados eram lidas e rasgou os envolpes que continham avaliações sobre a comissão de frente das escolas, último ítem da disputa. A Império de Casa Verde teve um mau desempenho nesse quesito e corria risco de ser rebaixada.

Ação Orquestrada/O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, titular da Deatur, investiga se a confusão foi planejada com antecedência. “Ele [Tiago] recebeu uma missão e cumpriu”.

Alexandre Salomão, o Teta, diretor da Camisa Verde e Branco, foi interrogado ontem na Deatur e indiciado por supressão de documento. Nas imagens, ele aparece jogando os envelopes com notas  para o alto. Ele saiu da delegacia sem falar com a imprensa, mas seu advogado Adriano Salles Vanni declarou que Alexandre “chutou envelopes vazios e não conhece as pessoas que participaram da confusão”. Em seu depoimento, o dirigente da Camisa informou o nome do outro integrante da escola que o ajudou a danificar os papeis. O nome dele é Adão e a polícia espera ouvi-lo na segunda-feira. Josélia Alves, presidente interina da escola, foi ouvida. Ela está sendo investigada por incitação pública a práticas criminosas.

Além dos indiciados, a polícia deve ouvir mais oito pessoas na próxima semana. Todos os dirigentes de escolas de samba serão intimados para prestar esclarecimentos, inclusive Paulo Sérgio Ferreira, presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo. Hoje, Vagner da Costa, vice-presidente da Gaviões, Edilson Casal, presidente da Pérola Negra,  e Angelina Basílio, presidente da Rosas de Ouro, serão ouvidos.

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