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QUARTA-FEIRA
23 MAIO
viva
23/02/2012 21:30

Reunião discutirá exageros ocorridos no Carnaval

Organizadores afirmam que precisam repensar como será o esquema dos blocos no ano que vem após confusão Fernanda Ikedo
fernanda.ikedo@bomdiasorocaba.com.br
Assis Cavalcante/ BOM DIA Multidão de foliões curtem o último dia de Carnaval Multidão de foliões curtem o último dia de Carnaval

Após as publicações das reportagens do BOM DIA e da TV TEM, que mostraram o resultado do último dia de folia, os organizadores do Carnaval sorocabano afirmam que precisam repensar como será o esquema dos blocos no ano que vem.

Na terça-feira, durante a concentração do bloco do Cocó, tanto policiais militares quanto Guardas Civis Municipais contaram à reportagem que seria difícil evitar uma confusão generalizada no “mar de gente” que se forma.

O presidente do bloco do Cocó, José Carlos, conhecido por Beca, divulga em carta, publicada hoje nesta edição que, em conjunto com a diretoria do bloco, pensa em não dar mais continuidade à folia, devido à extravagância de alguns jovens.

Para a presidente do bloco Mandala, Fernanda Fabri, que neste ano desfilou, pela primeira vez no sambódromo, com a escola de samba Show Brasil, acredita que não se deve extinguir os blocos de Sorocaba por causa das confusões, mas sim procurar uma solução. “Como será que se faz em Recife, onde o Carnaval é para milhões de pessoas”?, questiona.

O empresário sorocabano Fred Marques, 33 anos, acabou de retornar de Salvador, Bahia. Mesmo a greve da polícia não o impediu de ir curtir dois dias de camarote na Barra Ondina. Ele foi com a namorada e se divertiu sem nenhum problema, mas viu muitos menores bebendo nas ruas e presenciou o forte esquema de segurança da polícia. “Mesmo assim, direto se ouve um cantor ou uma banda parar para avisar a polícia que tem briga acontecendo em tal e tal lugar”, explica Fred.

Para ele, que já passou cinco carnavais em Salvador e alguns em clubes de  Sorocaba, Carnaval de bloco só é possível se tiver cordão e a presença forte da polícia para se evitar atritos.

O presidente do bloco Boca a Boca (que desfilou no domingo), João Bertolucci, acredita que cada bloco tem um diferencial e não concorda em ter um lugar restrito para o desfile dele. “Bloco não é para as pessoas irem e assistir apenas, não tem essa a proposta”, destaca.

Um dos menores da cidade, o bloco do Mandala, segundo Fernanda, não atrai multidão “porque não toca funk, só marchinhas e sambas enredos clássicos. É para lembrar os antigos carnavais”, destaca.

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