Levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que Marília conseguiu gerar apenas 31 novas vagas formais em janeiro. Esse é o pior resultado do mês nos últimos seis anos e confirma as previsões pessimistas de economistas para este ano. Em 2007, foram gerados 169 empregos com carteira assinada e no ano seguinte, 108. Já em 2008 e 2009, a cidade recuou e obteve saldo de 81 e 62 vagas, respectivamente. O melhor resultado foi registrado em janeiro de 2011, com a criação de 326 empregos formais.
Na contramão dos números de janeiro deste ano está Matheus Villar Biancão, que ainda comemora o primeiro registro em carteira. Ele foi contratado recentemente por uma escola técnica da cidade e já faz planos para o futuro, inclusive adquiriu veículo próprio em função do novo emprego. “O registro me dá estabilidade e tranquilidade para poder realizar meus planos. Graças a esse trabalho que pude comprar meu carro, e com a carteira assinada tenho todos os meus direitos trabalhistas assegurados”.
Villar foi contratado por um período de 11 meses, mas acredita que o resultado do seu esforço diário poderá lhe render mais tempo na escola. “Ao final desse período será feita uma avaliação. Acredito que tudo correrá bem, porque tenho me esforçado.” Ele já atuou na biblioteca da instituição e agora trabalha no atendimento.
Conforme o Caged, no mês passado foram admitidos 1.916 trabalhadores na cidade, ante 1.885 demitidos. O setor que mais dispensou trabalhadores foi o comércio, com o corte de 97 pessoas. Já o que mais admitiu foi serviços, com 58 contratações formais, seguido da construção civil, com 33 vagas. A indústria gerou apenas 16 novos empregos.
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