Leandro Hassum deixa de ser coadjuvante para se tornar protagonista
Guloso por novos comediantes com carisma para arrastar multidões ao circuito exibidor, o cinema brasileiro enfim resolveu tirar Leandro Hassum do banco dos coadjuvantes e extras e promovê-lo a protagonista, em dose dupla. Primeiro, vem “Até que a Sorte nos Separe”, já em filmagem, sob a direção de Roberto Santucci, que liderou as bilheterias nacionais do ano passado com “De Pernas pro Ar".
Em seguida, ele divide com seu parceiro Marcius Melhem o set de “Os Caras de Pau – O Filme”, derivado da série humorística homônima da Rede Globo, que será dirigido por Felipe Joffily, do sucesso “Muita Calma Nessa Hora” (2010). Ambos os projetos vão testar se o humor de Hassum, que além do sucesso na TV lota teatros há oito anos no espetáculo “Nós na Fita”, funciona no formato GG da telona. “Durante muito tempo, as pessoas me procuravam, achando que estavam me agradando, dizendo: ‘Cara, eu tenho um papel perfeito para você. É um cara babaca que descobre que é corno’. Bom, acho que isso não é um jeito de agradar, né?”, brinca Hassum. “Mas, agora, o cinema começa a me ver com outros olhos. Viu que tenho um tom ‘varejão’ de atuar, que fala para o povão".
Projeto da Gullane Filmes com base no best-seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, “Até que a Sorte nos Separe” é um projeto de R$ 5 milhões que será finalizado a tempo de estrear no segundo semestre. A trama resgata elementos de chanchadas: Hassum vive Tino, um pai de família que muda de vida ao ganhar uma fortuna na loteria.
“Para além da grife que virou, Leandro consegue fazer mais do que o improviso. Ele está aqui porque tem fôlego para segurar um longa na composição de personagem. Santucci já viu que ele não é só piada. Ele cria”, diz o produtor Caio Gullane, explicando as razões de confiar sua 1 comédia a um ator de currículo mignon no cinema.
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