Confusão na apuração terminou com carro da Pérola Negra incendiado na dispersão
Enquanto a confusão reinava em frente à tribuna de divulgação das notas do Carnaval 2012, uma coluna de fumaça chamou a atenção de todos, vinda da dispersão do Sambódromo, por volta das 17h30.
O terceiro carro alegórico da Pérola Negra estava sendo destruído pelas chamas. Uma parte da multidão e dos jornalistas correu ao local. Ali, bombeiros e membros da Pérola e de outras escolas tentaram conter o incêndio, que deixou a alegoria praticamente destruída.
Ao lado do carro queimado, integrantes da Pérola acusaram membros da Gaviões da Fiel de ter provocado o fogo. Um grupo de 20 pessoas com o uniforme da Pérola se dirigiu ao estacionamento de carros alegóricos na Avenida Olavo Fontoura, com a intenção de queimar os carros da Gaviões.
Os poucos agentes de segurança da Liga das Escolas de Samba contratados para vigiar o local não detiveram os membros da Pérola, que invadiram o estacionamento e impediram a imprensa de acompanhá-los. Porém, a Tropa de Choque da Polícia Militar impediu o grupo antes que ele conseguisse atear fogo em alguma alegoria. De acordo com o comandante da Tropa de Choque, Alexandre Gasparian, ninguém foi detido no estacionamento.
Carnaval triste /“É uma coisa que não pode acontecer no Carnaval. Ninguém merece ver membros de uma escola co-irmã colocarem fogo no carro, que representa o sonho de um ano inteiro”, disse Jairo Roizen, diretor de marketing e financeiro da Pérola Negra.
Para Roizen, o motivo não está claro, mas ele crê que a proximidade da alegoria com a grade da dispersão pode ter facilitado o incêndio. “Não interessa porque fizeram, mas isso não se faz. Se é para ter tristeza assim no Carnaval, é melhor sair”, disse o diretor.
Minutos antes, enquanto ainda havia tumulto no local de apuração, diretores da Gaviões da Fiel haviam orientado a torcida a deixar a parte superior da arquibancada principal.
Os torcedores estavam deixando o Sambódromo pela Avenida Assis Chateaubriand, ao lado da dispersão, se armaram de paus e pedras e chutaram placas de sinalização. O carro da Pérola era o mais próximo das grades. De acordo com a PM, o motivo do fogo foi um coquetel molotov ou uma bola de tecido embebido em líquido inflamável.
150
policiais faziam a segurança na apuração
PM diz que não houve falha no policiamento
O major da Polícia Militar de São Paulo, Alexandre Gaspariano, negou nesta terça que tenha havido falha no policiamento no Sambódromo durante a apuração do Grupo Especial.
Confusão começou na arquibancada
Segundo o major, 150 policiais foram destacados para fazer segurança no Anhembi, mas alguns estavam controlando uma confusão nas arquibancadas quando começou o tumulto.
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