Pai do garoto de 14 anos acusado de atropelar, com jet ski, e matar a menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, no final da tarde de sábado em Bertioga, litoral sul de São Paulo, um empresário de Mogi das Cruzes contratou advogado para explicar o acidente à polícia. O defensor Maurimar Bosco Chiasso disse que o menino não pilotava o jet ski. “Ele apenas ligou o jet ski e não conseguiu pará-lo. O equipamento de segurança do aparelho não funcionou”, afirmou. A habilitação para esse tipo de veículo só é fornecida a maiores de 18 anos.
Segundo o advogado, os pais do adolescente não estavam na cidade. O menino passava o Carnaval em um condomínio de luxo com o padrinho, de quem seria o Jet Ski. Banhistas que estavam na praia de Guaratuba, entretanto, teriam visto o garoto pilotando o veículo e usando, inclusive, colete salva-vidas. Estaria na companhia de um menino de 12 anos.
Segundo o delegado Marcelo Rodrigues, o caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção de matar) e quem autorizou o uso do jet ski pode ser responsabilizado. O advogado disse que o menino de 14 não fugiu e, sim, ficou assustado.
Nesta segunda-feira de manhã o corpo de Grazielly foi enterrada em Artur Nogueira, interior. “Eu quero justiça”, disse emocionada a mãe da criança, Cirleide Rodrigues de Lames.
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