O trânsito na Raposo é provocado devido ao crescimento do comércio na região
Com início na Rua Reação, no bairro do Butantã, Zona Oeste de São Paulo, e término na divisa do estado com o Mato Grosso do Sul, a rodovia Raposo Tavares, de 654 km de extensão, é alvo constante de reclamações. Tanto para motoristas quanto para passageiros de ônibus a sensação de caos é diária.
“Um tormento”, desabafa um dos milhares de motoristas que enfrentam o trânsito ali. Lorival Nuna, que mora em Cotia, já sequer tem mais esperança. “Passo nervoso há 20 anos. Será que alguém um dia vai conseguir resolver essa muvuca?”, pergunta o construtor civil, já respondendo. “Acho que não".
Nelson Aparecido de Andrade é motorista de ônibus da linha Jardim João 23 - Praça Ramos. Segundo ele, o trajeto do bairro para o centro chega a durar uma hora e meia na hora do rush e duas horas no trajeto centro-bairro.
O tempo de espera no ponto de ônibus varia de acordo com o trajeto que a linha percorre. Além disso, com os congestionamentos, os atrasos são uma constante, o que deixa os usuários do transporte coletivo mofando nos pontos de ônibus enquanto o trânsito não melhora.
“Os passageiros já entram xingando. Pensam que o problema é a quantidade de ônibus para a linha. Tem ônibus suficiente, mas o trânsito não deixa chegarmos a tempo”, observa Nelson, que reside no Jardim Cambará.
O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) informa que o trânsito pesado na Rodovia Raposo Tavares é provocado, principalmente, pelo excesso de veículos associado ao crescimento do comércio na região e estuda alternativas para melhorar o tráfego na região. O departamento do governo do estado, porém, não detalha o que, ao menos, está pensando fazer.
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