Para chegar na Raposo Tavares, os moradores encaram uma longa passagem
Para chegar até a Rodovia Raposo Tavares, no trecho do km 13,5, altura da Vila das Vertentes, na Zona Oeste da capital, os moradores encaram uma longa passagem estreita e perigosa no meio de um matagal. Ela começa na Rua Albert Bartlholomé e termina na rodovia. O atalho formou uma trilha usada diariamente, inclusive por crianças.
O aposentado Nilson Alves da Silva, de 75 anos, acompanha há 30 anos os relatos de seus vizinhos sobre os assaltos que ocorreram no local. Preocupado com a segurança do bairro, ele pede para oficializar a trilha.
“A Prefeitura deveria fazer uma escada aqui. Eu não uso essa passagem, mas fico receoso por causa dos outros moradores”, conta.
Ao lado da trilha há cinco lotes particulares e deveria existir uma praça, a Francesco Bassano, oficializada pela Prefeitura através do Decreto Municipal 15.417, de 27 de outubro de 1978. Mesmo existindo há mais de 30 anos, a praça nunca foi implementada e atualmente é apenas um terreno abandonado. Há tanto mato no local que não é possível saber onde começam os terrenos particulares e onde termina a praça.
“Aqui nunca foi uma praça”, afirma o aposentado. Diariamente, o açougueiro Raphael Guedes Menezes, de 20 anos, caminha pela trilha para chegar ao trabalho, mas pela manhã por medo de ser assaltado. “À noite eu acho perigoso, mas nunca fui roubado”, diz.
O cabeleireiro Avanir Ferreira de Lima, 34, costuma descer a trilha duas vezes por semana e não se preocupa com o horário, mas ele teme pela vida das mulheres que passam por lá. “A mata é perigosa. Se olharem no meio das árvores vão encontrar bolsas e roupas das vítimas de roubos. Ela também é usada por usuário de drogas”, alerta.
A opção para quem não vai pela trilha é um escadão bastante íngreme entre as ruas Comendador Roque Licciardi e Celeste de Souza Cardi, mas a estrutura está mal conservada e os degraus são desiguais, o que dificulta o trajeto.
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