Repórter do DIÁRIO esteve na última quarta-feira no Conjunto Vila Nova
Apenas quatro meses se passaram desde que a prefeitura de Osasco, na Grande São Paulo, entregou os apartamentos do Conjunto Habitacional Vila Nova, no Jardim Aliança, às 284 famílias que viviam na antiga Favela Piratininga. Mesmo diante do pouco tempo passado da entrega, moradores já sofrem com uma infinidade de problemas encontrados dentro dos apartamentos e também no terreno do conjunto. Goteiras, infiltrações, gás que não chega aos fogões, falta de linhas telefônicas, fechaduras nas janelas, descargas mal instaladas, canos entupidos que impedem moradores de usar a água, bueiros e ralos com retorno de esgoto, ausência de lixeiras coletivas para despejar lixo e unidades mal projetadas para deficientes físicos são alguns dos problemas ainda não resolvidos.
Na última quarta-feira (15), a Operação Bairro a Bairro do DIÁRIO visitou o conjunto para ouvir os moradores. “Entramos numa casa sem energia elétrica, gás e descarga. O meu banheiro tem infiltrações e minha descarga até hoje não funciona e não é só a minha”, disse a moradora Natalice Duarte. Ainda segundo ela, o projeto da obra não teria se preocupado nem com a segurança dos moradores. “Ninguém tem fechadura nas janelas por aqui. Eu moro no térreo. Tenho de encaixar uma colher para tentar fechar”, explicou.
O casal Alaíde Anastácia da Cruz e Pedro França não cozinha desde que entrou no apartamento. “Precisamos ir na casa do meu irmão, fazer a comida lá e levar para casa. A canalização de gás está entupida”, revelou Alaíde.
De acordo com os moradores, no quinto andar das cinco torres o problema é a infiltração de água a cada chuva. “Existem rachaduras nas lajes e toda vez que chove lá fora, chove aqui dentro também”, contou Elizabeth Carvalho. A moradora utiliza lonas para minimizar a queda da água em seu apartamento.
O síndico do local, Gil Meiron Medeiros, afirma que o conjunto só parece bonito e organizado por quem vê de longe. “Os problemas já existiam e persistem até hoje. Cada um tenta resolver do jeito que pode porque não conseguimos atenção da prefeitura. O mais agravante é que, segundo a construtora, a garantia do conjunto é de um ano. Já se passaram quatro meses sem que ela consertasse o que já veio estragado”, disse.
A prefeitura de Osasco foi procurada, mas até o fechamento desta edição não se manifestou sobre o problema.
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