Os delegados Alexandre Cassola e Urban Filho, mostram organograma da quadrilha
Nesta sexta-feira (10) a cidade de Mairinque vai parar devido ao início do julgamento de 38 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e o comércio de armas de fogo. Comércios, escola e até a Câmara de Vereadores, todos próximos ao fórum, foram orientados pela Justiça a suspender as atividades durante a audiência que começa às 9h.
A precaução está plenamente justificada, segundo a polícia, pelo aparato que deve ser montado para receber uma das mais perigosas e articuladas quadrilhas que estava em atuação na região de Sorocaba. “Eles montaram um verdadeiro cartel de tráfico em todo perímetro da rodovia Raposo Tavares”, explica o delegado José Humberto Urban Filho, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Para nossa surpresa, também foi identificada a ligação com o comércio de armas e roubos a bancos e caixas eletrônicos”, completa.
A investigação, batizada como Operação Tarrafa, começou há um ano e ganhou corpo a partir de maio de 2011, quando as interceptações telefônicas revelaram o tamanho do esquema e a periculosidade dos membros da quadrilha, todos integrantes do PCC.
Durante as investigações, houve uma série de prisões em flagrante.
Em uma delas, o Deic (Delegacia de Investigação Criminal), com mandado de prisão da DIG de Sorocaba, localizou Moisés Moraes Júnior, conhecido como Dinho Amaral ou Dinho das Armas, que desenvolveu um dispositivo químico para retiras as manchas do dinheiro oriundo de furto e roubos em caixas eletrônicos.
Ao lado dele, no comando da organização criminosa, estava Cleber Roberto da Silva, o Pinga, que iniciou a ramificação da quadrilha na cidade de Cotia.
Na região/O combate ao tráfico de drogas em Mairinque revelou a articulação da quadrilha. O delegado da cidade, Alexandre Cassola, explica que o serviço de inteligência da Polícia Civil chegou a Pinga, apontado como líder do tráfico e responsável pelo fornecimento de drogas às cidade de Mairinque e São Roque. “Também foi apurado que ele havia sido preso em Diadema com uma tonelada de drogas, além de ter envolvimento com sequestro e extorsão”, aponta.
A organização da quadrilha, segundo Urban, surpreende. Nas cidades onde havia a atuação no tráfico, por exemplo, os cada membro possuia uma função, de gerenciamento ou execução de vendas. Pinga e Dinho, por sua vez, eram considerados líderes e tinham como função arrecadar e organizar a lucratividade. Na próxima semana, mais 12 pessoas serão ouvidas no fórum de Mairinque. Todos já estão presos e ainda há três foragidos.
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