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23 MAIO
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09/02/2012 09:18

Mãe diz que esporte pode salvar Bebel do crack

Maria espera que volta aos gramados possa recuperar filha, que jogou no Santos e na seleção brasileira Thaís Nunes
thais.nunes@diariosp.com.br
Divulgação Bebel é ex-jogadora do Santos Bebel é ex-jogadora do Santos

Maria Aparecida de Araújo, 49 anos, já estava acostumada a ver a filha estampando páginas de jornais. Mas, pela primeira vez, Stephane Gomes dos Santos, 23 anos, deixou de ser notícia no caderno de esportes para ter destaque nas páginas policiais. A jovem, conhecida como Bebel, é ex-jogadora do Santos e chegou a integrar a seleção brasileira de futebol feminino. Anteontem, ela foi presa na Zona Leste sob suspeita de participação em uma tentativa de furto.

“Eu tenho certeza de que ela estava na hora errada, no lugar errado”, diz a mãe da  atleta. Bebel foi flagrada pela Polícia Militar na Radial Leste, após uma fuga que se estendeu por cinco quilômetros. Ela e o namorado, Rogério Alves Marqueze, 35 anos, foram reconhecidos como responsáveis por tentar arrombar um Escort 1990.

Os troféus de Bebel, espalhados pela casa da família na Penha, são pedaços de um sonho construído desde os 8 anos. “Ela sempre foi muito decidida quanto a vontade de ser jogadora futebol”, diz Maria. Bebel jogou na Portuguesa, no Juventus e no Santos, onde ficou por apenas dois meses.

Foi em sua passagem pelo time praiano que a atleta deu indícios de que perderia o jogo para um adversário poderoso: a droga. “Para mim, ela assumia que usava maconha, mas confirmou para a polícia que era usuária de crack”, diz a mãe.

Foi o baixo rendimento provocado pelo vício que afastou Bebel dos gramados. Neste mês, o time de Piracicaba fez uma proposta e ela iria aceitar. “Para mim, seria um momento de superação. Ela falou que não sabia do furto e eu acredito. Apesar do problema com as drogas, a índole dela é boa”, diz Maria, que conseguiu conversar com a filha na cadeia.

A defesa de Bebel estuda pedir um habeas corpus para que ela responda ao crime em liberdade. Já a mãe acredita que só o futebol pode salvar a filha. “Espero que o esporte dê uma chance para ela recomeçar.” 

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