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23 MAIO
bairro a bairro
09/02/2012 09:02

'Rua' da Zona Leste vira depósito de estulhos

Terreno, que vem servindo de viela, atormenta moradores da Vila Curuçá por cerca de 30 anos Renata Asp
Especial para o DIÁRIO
Rafael Lasci/ Diário SP Senhora passa pela viela: lixo, pragas e falta de asfalto são as reclamações Senhora passa pela viela: lixo, pragas e falta de asfalto são as reclamações

Localizado entre a Rua José Leão dos Santos e a Avenida Nordestina, na Vila Curuçá, Zona Leste de São Paulo, o terreno que serve de atalho aos frequentadores do bairro é alvo de críticas dos moradores. Cheio de lixo, entulhos, pragas e sem asfalto, o local já foi até ocupado por invasores que construíram uma casa no local, vetando a passagem de pedestres.

De acordo com os moradores, além de ponto de descarga de entulhos e lixo, o lugar se transforma em ponto de drogas durante a madrugada.  “Nossa segurança foi tirada por conta desse terreno. Usuários de drogas ficam ao lado do nosso portão o dia todo”, reclama Marinete Ramos, que é vizinha da área.


Fabio Ramos mora ao lado da suposta viela há mais de 20 anos e revela ter mudado para o andar de cima de sua casa por causa da água que acumula no local e invade a residência até o joelho em época de chuva.

“Não são só ratos que entram em casa. A água também visita a gente”, disse.

Como a viela é mais baixa do que a avenida, a água escoa deixando um caminho na terra e levando o lixo junto.

“Já pedimos para asfaltar. Sem resposta, nós mesmos tentamos asfaltar, mas a chuva acaba desmanchando tudo”, conta. “Ninguém se responsabiliza. Desde que eu nasci o lugar não muda”, conta Daniel Gallardo, que mora ao lado da viela há 29 anos. Ainda segundo ele, a Prefeitura já esteve no local algumas vezes, mas nada de concreto foi feito até agora. “Prometeram campo de futebol, depois parque com aparelhos de ginástica e até agora nada foi feito. Fazem tanta vista grossa, que até uma casa foi construída no terreno e só saiu porque nos movimentamos contra a invasão”, termina.


Segundo moradores, a Prefeitura reune o lixo no centro do terreno e deixa um espaço livre para quem quer passar.

“Que limpeza? Não me lembro da última vez que vi o chão desse lugar. Eles juntam a sujeira”, afirma Laura Kimiko, que mora na região há 17 anos.

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