Pérola Negra é a segunda agremiação a desfilar no sábado
A Pérola Negra, a segunda agremiação a desfilar no sábado, dia 18, desce o litoral neste Carnaval para exaltar Itanhaém. Mas não está a fim de pegar apenas um sol e uma praia. A escola vai contar a história da cidade, que é considerada a segunda mais antiga do Brasil, cuja saga se confunde com a colonização.
O enredo “A Pedra que Canta Também Samba: Itanhaém, Hoje a Pérola É Você” faz uma referência ao significado do nome da cidade, em tupi: Itanhaém é “pedra que canta”.
“Segundo a lenda, existiam duas pedras na cidade que, quando o vento passava por elas, emitiam um som. Fizemos essa referência com o Carnaval, dizendo que esta pedra também samba”, conta o carnavalesco André Machado.
A Comissão de Frente é uma homenagem ao pintor e historiador Benedito Calixto, que nasceu na cidade no século 18. A ala da baianas vem logo atrás, fazendo uma reverência à padroeira de Itanhaém, Nossa Senhora da Conceição.
Já o abre-alas traz duas caravelas, mostrando a chegada dos portugueses à cidade, que tem 480 anos. Ainda há a escultura de Padre Anchieta e do Padre Abarubebê, um catequizador chamado assim pelos índios por andar rápido. “O carro tem o estilo barroco presente no centro da cidade”, diz André.
A segunda alegoria conta a história do alemão Hans Staden, que naufragou próximo à cidade e foi capturado por índios canibais para ser engordado durante oito meses, antes de ser devorado. “Mas ele teria feito amizade com o cacique e, graças a seus conhecimentos de medicina, salvou o filho do índio. Por isso, escapou da morte”, explica.
O encontro do Rio Itanhém com o mar será retratado no terceiro carro, que também mostrará a Ilha da Queimada, um local considerado pelos cientistas o mais perigoso do mundo. “A cada metro quadrado, há nove serpentes jararaca-ilhôa. É um local de acesso proibido para turista, mas, pelas águas claras, muito procurado para mergulho.”
A Festa do Divino e outras festividades serão retratadas na quarta alegoria. A escola encerra seu desfile na “beira da praia”. O último carro vai trazer pessoas de biquíni e sunga, além da escultura feminina, em referência à primeira versão da novela “Mulheres de Areia”, que foi gravada na cidade.
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