COMENTÁRIOS FAÇA SEU COMENTÁRIO!

500 caracteres disponíveis

Todos os comentários publicados no site do Diário de São Paulo só serão publicados após avaliação da equipe web, o que pode gerar atraso na liberação de algumas mensagens.
Mensagens ofensivas, ou com palavras de baixo calão não serão publicadas.
O Diário de São Paulo não se responsabiliza legalmente pelo conteúdo dos mesmos.
Ao publicar mensagens no site do Diário de São Paulo, o internauta autoriza imediatamente a publicação do mesmo na edição impressa.
É fundamental que o nome completo e os dados de contato (e-mail) estejam corretos.
O Diário de São Paulo dá-se ao direito de não publicar mensagens suspeitas de spam, ou que contenham qualquer forma de discriminação.
Termos chulos ou ofensivos serão barrados.

codigo

aceito as cláusulas da politica de privacidade

Diário de São Paulo

VERSÃO
IMPRESSA
VERSÃO
IPAD
VERSÃO
CURRENTS
QUI
23 MAIO
viva

Pérola canta a história e a beleza de Itanhaém

Escola da Vila Madalena faz homenagem à cidade do litoral e aposta no samba-enredo para levantar público Jussara Soares
jussara.soares@diariosp.com.br
Diário SP Pérola Negra é a segunda agremiação a desfilar no sábado Pérola Negra é a segunda agremiação a desfilar no sábado

A Pérola Negra, a segunda agremiação a desfilar no sábado, dia 18, desce o litoral neste Carnaval para exaltar  Itanhaém. Mas não está a fim de pegar apenas um sol e uma praia.  A escola vai contar  a história da cidade, que é considerada a segunda mais antiga do Brasil, cuja saga se confunde com a colonização. 

O enredo “A Pedra que Canta Também Samba: Itanhaém, Hoje a Pérola É Você” faz uma referência ao significado do nome da cidade, em tupi:  Itanhaém é “pedra que canta”.

“Segundo a lenda, existiam duas pedras na cidade que, quando  o vento passava por elas, emitiam um som. Fizemos essa referência com o Carnaval, dizendo que esta pedra também samba”, conta  o carnavalesco André Machado.

A Comissão de Frente é uma homenagem ao pintor e historiador Benedito Calixto, que nasceu na cidade no século 18.  A ala da baianas vem logo atrás, fazendo uma reverência à padroeira de Itanhaém, Nossa Senhora da Conceição.

Já o abre-alas traz duas caravelas, mostrando a chegada dos portugueses à cidade, que tem 480 anos. Ainda há a escultura de Padre Anchieta e do Padre Abarubebê, um catequizador chamado assim pelos índios por andar rápido. “O carro tem o estilo barroco presente no centro da cidade”, diz André.

A segunda alegoria conta a história do alemão Hans Staden, que naufragou próximo à cidade e foi capturado por índios canibais para ser engordado durante oito meses, antes de ser devorado. “Mas ele teria feito amizade com o cacique e, graças a seus conhecimentos de medicina, salvou o filho do índio. Por isso, escapou da morte”, explica.

O encontro do Rio Itanhém com o mar será retratado no terceiro carro, que também mostrará a Ilha da Queimada, um local considerado pelos cientistas o mais perigoso do mundo. “A cada metro quadrado, há nove serpentes jararaca-ilhôa. É um local de acesso proibido para turista, mas, pelas águas claras, muito procurado para mergulho.”
A Festa do Divino e outras festividades serão retratadas na quarta alegoria. A escola encerra seu desfile na “beira da praia”.  O último carro vai trazer pessoas de biquíni e sunga, além da escultura feminina, em referência à primeira versão da novela “Mulheres de Areia”, que foi gravada na cidade.

notícias relacionadas + NOTICIAS Comentários Comente Carregando...