Flávio pretende voltar a estudar e fazer pós-graduação em jornalismo esportivo
Conhecido no mundo todo por muitos títulos importantes acumulados, o judoca Flávio Canto tem mais uma conquista para comemorar. O heptacampeão sul-americano de judô vai substituit Tande no comando do programa “Corujão do Esporte”, da Rede Globo, que vai ao ar nas madrugadas de sextas-feiras.
Diferentemente de tudo o que já fez, Flávio comparou este momento com a época em que decidiu praticar judô. “Comecei a lutar com 14 anos, idade avançada para o judô (a maioria das crianças começa com 6 ou 7 anos). Então, tive de correr atrás para conquistar meu lugar. Na época, tudo era novidade e tive de aprender muito. Agora, é a mesma coisa. Estou começando mais velho e correndo atrás”, explica o apresentador novato.
O atleta contou ainda que o convite para comandar a atração era um namoro antigo, que agora está se consolidando. “Estávamos conversando há alguns meses e em dezembro rolou um convite informal. É bacana apresentar o programa porque eu falo de algo que domino e entendo, que é o esporte”, explica Flávio, que adora esportes em geral e, além do judô, tem uma forte queda por futebol e pelo surfe. “Comecei a surfar antes do judô, mas sou um surfista frustado”, conta, rindo o atleta.
A proposta do “Corujão” é ter justamente um apresentador que interaja com os convidados, podendo compartilhar suas experiências e vivências esportivas.
Responsabilidade
Sobre substituir o colega e ex-jogador de vôlei, Flávio é categórico: “Tande é minha referência no esporte. Acabei conhecendo ele melhor nas viagens que fizemos juntos e ficamos muito amigos. Ele me deu muita força nesta transição. É meu ídolo e exemplo dentro e fora das quadras”, elogiou.
Com intuito de se preparar para o começo da atração, o judoca, que já estava produzindo algumas reportagens, vinha acompanhando o programa há seis meses. “Também fiz aulas de fono e algumas aulas para melhorar a interpretação. Mas sou faixa branca ainda, estou aprendendo. E a melhor escola é você aprender caindo. A gente aprende a cair e depois aprende a derrubar”, exemplifica.
Além de ser campeão nos esportes, Flávio também é medalha de ouro quando o assunto é solidariedade. Há 12 anos, o atleta é presidente de um projeto social do Rio de Janeiro, conhecido como Instituto Reação, que ajuda a incluir crianças e jovens de baixa renda na sociedade. “É minha vida, um sonho de garoto que acabou virando realidade. A ideia do projeto é levar um pouco da minha cultura, do meu ideal e do esporte para ajudar a construir uma nação mais bacana e mais democrática para estas crianças e jovens”. Flávio revelou que o “Corujão” se espelhou no Instituto e pretende mostrar algumas histórias de pessoas que transformaram sua vida através do esporte. “O objetivo é mostrar estes personagens como fonte de inspiração para o público.”
Formado em Direito, Flávio pretende voltar a estudar e fazer pós-graduação em jornalismo esportivo, tudo para garantir o sucesso do programa. Mas, o atleta garantiu que não vai deixar a carreira esportiva de lado. “Vou tentar conciliar as duas coisas. Com as Olimpíadas de Londres chegando, já vou definir qual é a melhor maneira de ser útil”, afirmou.
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