Qualquer número acima de dez homicídios para cada 100 mil habitantes é classificado como zona epidêmica de violência pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Em 2011, 31 assassinatos a menos na região de Rio Preto, que compreende 196 municípios. Em 2011, foram 188 crimes contra a vida e no ano passado, 157, queda de 16,5%.
Essa redução na região colaborou para a média estadual ficar com índice de dez homicídios para 100 mil habitantes. A média em Rio Preto é de sete e no Brasil de 23,5 homicídios para cada cem mil habitantes.
Segundo o tenente Norival Marques de Barros, o trabalho da Polícia Militar no combate ao crime contra a vida se foca principalmente na apreensão de armas e drogas.
“As pequenas cidades são automaticamente protegidas com a apreensão de armas e combate ao tráfico de drogas nas cidades de maior porte”, diz Barros, que é o chefe do setor de assuntos civis do CPI-5 (Comando de Policiamento do Interior).
No ano passado foram retiradas das ruas 1.052 armas de fogo e houve 600 prisões a mais do que em 2010 por tráfico de drogas na região.
Sazonal /Mas não se pode comemorar esses números. Os Estados Unidos e a França – considerados exemplos – registraram índices de 6 e 0,7 assassinatos (para mil habitantes), respectivamente, em 2011, segundo levantamento da OMS.
Mas na opinião de Barros, a tranquilidade nas cidades pequenas deve se manter.
“Sazonalmente poderemos ter a migração de um tipo ou outro de delito para esses municípios, mas estamos blindando essas cidades para evitar que o tráfico e a criminalidade cheguem a elas”, diz.
Proximidade /A polícia mais próxima da população e os moradores sabendo quem são os policiais é outro fator apontado pela Polícia Militar como forma de manter a violência afastada.
“Os policiais sabem quem mora na cidade, o que as pessoas fazem. O contato é próximo. Qualquer mudança, vai ser notada”. Dessa forma fica mais fácil o patrulhamento preventivo e comunitário.
Drogas /Tirar os traficantes de circulação é considerado pela Polícia Militar, junto com a apreensão de armas, as formas mais efetivas de evitar mortes por violência.
“Analisei os 30 homicídios registrados em Rio Preto no ano passado e em 80% dos casos havia os componentes álcool e drogas”, diz o tenente Barros.
“Roubos, homicídios, furtos, brigas, latrocínio, ou seja, os crimes têm grande motivação nas drogas lícitas e ilícitas”, completa.
Furtos /Enquanto a região se regala com a tranquilidade, Rio Preto amarga a 6ª posição no ranking estadual das cidades com maior número de furtos em 2011 ( no índice de violência para cada 100 mil habitantes).
O número de furtos aumentou de 7.851 para 9.226 entre 2010 e 2011.
“A lei 12.903 trabalha contra a polícia. Alguém que é preso em flagrante por furto fica dois, três dias detido e é solto para responder em liberdade.”
Barros diz ainda que furto, ao contrário de homicídio, é um crime de ocasião e não premeditado.
“A polícia passa e não encontra nada com o sujeito. Em seguida ele entra em uma casa e furta ou leva a bolsa de alguém. O cidadão tem que adotar posturas para não ser a vítima.”
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