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esportes
03/02/2012 22:23

Sindicatos ameaçam parar obras dos estádios

Operários exigem melhores condições de trabalho e prometem paralisar ações nas arenas do Mundial 2014 Redação

A exatos 859 dias da Copa do Mundo de 2014, uma greve geral dos operários ameaça paralisar as obras dos 12 estádios do evento. Forças sindicais que representam os cerca de 25 mil trabalhadores envolvidos na construção e reforma das arenas exigem do governo a aprovação de uma proposta única de piso salarial e benefícios para todos os funcionários. Os sindicatos devem decidir até o dia 15 deste mês se a interrupção será ou não realizada. Até lá, eles pretendem se reunir com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para encontrar uma alternativa.

“Existe a possibilidade da paralisação caso nossas reivindicações não sejam atendidas. A ideia, porém, é iniciarmos uma negociação com o governo”,  afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves.

O representante da Força explicou, ainda, que a medida visa evitar um problema que, segundo ele, aconteceu na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, quando, meses antes do Mundial, os trabalhadores se envolveram em conflitos pelo mesmo motivo.

“Isso está sendo feito para que possamos nos antecipar aos problemas. Na África do Sul, um pouco antes da Copa, houve confusão com os trabalhadores. Não queremos que esse tipo de coisa aconteça e prejudique o andamento da Copa no Brasil”, disse Gonçalves.

Na proposta dos trabalhadores, o piso salarial para os ajudantes de obra seria de R$ 1,1 mil. Pedreiros e carpinteiros receberiam R$ 1,580 mil. Além disso, exigem hora extra de 100% nos dias de semana, cesta básica de R$ 30 e inclusão dos familiares nos planos de saúde.

Apesar de não ter data definida para acontecer, é provável que a possível paralisação ocorra em março. Justamente quando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, estarão no país para verificar o andamento das obras.

Esta, inclusive, seria a primeira vez em que haveria uma greve geral nas obras da Copa. Em algumas cidades, no entanto, como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e até Brasília,  impasses  trabalhistas também provocaram greve dos operários.

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