A falta de medicamentos para a população fez com que a demanda de ações propostas pela Defensoria Pública de Marília chegasse a 70 em janeiro. A maior parte dos casos é referente a remédios de alto custo que deveriam ser fornecidos pelo Estado ou pelo município, mas não foram disponibilizados espontaneamente pelos órgãos distribuidores.
O número de ações costuma ser crescente no início do ano, explica o coordenador da Defensoria Pública de Marília, Fernando Rodolfo Mercês Moris. Um dos motivos é o retorno do Judiciário em janeiro após recesso de final de ano, quando tradicionalmente são acumuladas demandas. Um outro motivo para o crescimento das ações é a falta de uma estruturação do poder público para dispensação de medicamentos de alto custo.
Somada à falta do remédio nos órgãos distribuidores, há ainda casos em que o paciente não se adapta à fórmula do medicamento entregue e precisa acionar a Justiça para que um outro remédio similar possa ser disponibilizado.
“A falta de medicamentos é um problema que está em evidência pela carência do poder público em estruturar medidas de distribuição dos remédios. Como cidadãos, aguardamos que sejam implantadas políticas de distribuição de medicamentos de alto custo”, comenta o defensor.
Mas, além dos remédios de alto custo, a população também tem encontrado dificuldades em obter medicamentos mais simples, como para dor de cabeça, por exemplo.
O motivo estaria ocorrendo por mudanças na forma de aquisição do medicamento, o que estaria gerando o atraso.
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