A jovem Karolyne Laila Soares, 19 anos, continua internada na UTI da Santa Casa de Fernandópolis com embolia pulmonar. De acordo com informações do médico Júlio Ribeiro, que estava cuidando do caso de Karolyne, a jovem já respira sem a ajuda de aparelhos, está consciente e sendo tratada com medicamentos.
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“A embolia pulmonar é a obstrução de uma artéria pulmonar, geralmente devido a um coágulo sanguíneo que migrou de uma veia da perna até o pulmão”, afirma Celso Murilo Návio Matias de Faria, cirurgião de tórax. Segundo ele, esse coágulo deve ter sido causado provavelmente porque ela passou pelo menos três dias sem movimentar a perna. “Isso causou uma trombose venosa profunda”, disse ele.
Não há previsão para a realização das duas cirurgias que a jovem precisa fazer - uma no tornozelo e outra no fêmur da perna esquerda, que foram quebrados - até que Karol melhore o quadro clínico.
A bacia de Karolyne também foi quebrada, mas não precisará de cirurgia. Ao todo, segundo o médico e chefe da UTI, Fernando Bertucci, foram sete fraturas, quatro na região da bacia, duas na perna e uma no tornozelo.
A mãe de Karolyne, Fátima Carvalho Soares, de 40 anos, está preocupada com o estado de saúde da família. “Estou rezando para que ela melhore”, disse ela. Fátima pediu doações de sangue do tipo A positivo. Quem quiser ajudar a jovem deve procurar a Santa Casa de Fernandópolis.
O acidente /A jovem seguia com um Uno na noite do dia 31 do mês passado no sentido Iturama à Jales quando, no trevo do Sol, que dá acesso à cidade de Populina, perdeu o controle da direção e caiu em uma ribanceira. “Ela disse que dormiu no volante. Por isso, perdeu o controle da direção”, contou o tio de Karol, Aguinaldo Soares. A jovem foi socorrida na noite de domingo por duas pessoas que passaram no local.
Segunda vez
Esta é a segunda vez que Karolyne retorna à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Fernandópolis, onde está internada desde domingo à noite. Na terça-feira, após uma tomografia no tórax que apontou a existência de água no pulmão, a jovem foi colocada novamente no respirador artificial e foi submetida a uma punção, que drenou o líquido do órgão dela. No dia seguinte, ela retornou ao quarto com o estado de saúde estável. Ainda segundo a equipe médica, os quadros de anemia e desidratação foram controlados.
72 horas foi o tempo em que Karolyne ficou esperando por socorro na rodovia Eliéser Montenegro Magalhães.
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