A conta de luz pode cair até R$ 600 por ano a partir de 2013, quando o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) começa a exigir novos padrões de eficiência energética de produtos como geladeira e fogão, que recebem selo de A (mais eficiente) a E (menos eficiente). O objetivo é estimular o processo de melhoria contínua da indústria, visando à economia de energia.
Com a revisão do Programa Brasileiro de Etiquetagem, os produtos atualmente classificados pelo Inmetro como classe “E”, correspondentes aos menos eficientes, não poderão mais serem fabricados e comercializados. Vai ficar estabelecido um novo “E”, com um nível mínimo de eficiência mais rigoroso.
Consequentemente, também ficam estabelecidos novos níveis “A”, “B”, “C” e “D”. Com a reclassificação e produtos mais eficientes no mercado, o consumidor poderá economizar mais de 10% a partir de janeiro do próximo ano, no caso de comprar um eletrodoméstico com classe “A”.
Na hora de comprar
“A maioria das lojas do estado já coloca à venda apenas eletrodomésticos mais eficientes e o preço não costuma variar onde há outras classificações, por isso, é preciso ficar atento na hora de escolher o produto”, diz Alexandre Paes Leme, da Diretoria de Qualidade do Inmetro.
Ele reforça que é importante ficar atento às notas estabelecidas nas etiquetas para levar para casa um produto com mais eficiência energética, que vai diminuir os custos. Segundo o Inmtero, uma família média de três a cinco pessoas, que more em uma casa de dois quartos, vai gastar de R$ 400 a R$ 600 a menos na conta de luz se trocar os eletrodomésticos e lâmpadas (veja ao lado).
“Não dá para comprar tudo de uma vez, mas aos poucos estou trocando tudo por ‘A’”, conta a fotógrafa Maria Antônia Sanches Lopes, 50 anos, que trocou a geladeira, a televisão, a máquina de lavar roupa e até o monitor do computador por novos nos últimos nove meses. Além de se livrar dos aparelhos velhos, ela já sentiu uma economia de 20% na conta da luz. De R$ 200, segundo ela, baixou para R$ 160.
As ligações telefônicas locais de aparelhos fixos para celulares ficam 10,8% mais baratas a partir de 24 de fevereiro. A boa notícia foi anunciada ontem pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que chegou a prometer uma redução de tarifa de 45% até fevereiro de 2014, mas depois corrigiu o percentual para 36%.
A medida foi possível porque a Anatel decidiu reduzir a chamada taxa de interconexão, um subsídio que vinha sendo pago pelos consumidores desde 1998, em nome dos custos de implantação da telefonia celular na época. O BOM DIA solicitou à Anatel a planilha de custos que define os preços das chamadas de telefones fixos para móveis, mas as informações não foram fornecidas.
A agência governamental divulgou que o valor atual da tarifa das ligações fixo-móvel é de R$ 0,54 o minuto, e que o custo da tarifa, com o abatimento anunciado, cairá para R$ 0,48 no mês que vem.
Caso não houvesse a redução, o valor iria para R$ 0,56 em fevereiro e, sucessivamente, para R$ 0,57 e R$ 0,59, em 2013 e 2014. Com a diminuição, cairá para R$ 0,45 em 2013 e R$ 0,42 em 2014, propiciando a anunciada queda de 36% em relação à tarifa que seria cobrada sem o abatimento progressivo.
Pacto
A Anatel espera que as concessionárias façam um pacto entre si. A tarifa mais baixa na chamada fixo-móvel tem de ter uma compensação por parte das empresas que operam os celulares. Caso não haja o acordo, a agência governamental vai intervir e reduzir paulatinamente o valor de remuneração da rede móvel, cujos atuais R$ 0,43 por minuto cairão para R$ 0,37 (em 2012), R$ 0,33 (2013) e R$ 0,31 (2014).
A decisão de diminuir a tarifa desse tipo de ligação foi tomada pela Anatel em outubro do ano passado. A medida acabou sendo homologada semana passada pela agência, após a derrubada de uma liminar obtida pela Oi/Telemar que havia conseguido na Justiça o bloqueio da aplicação dos novos preços.
O governo federal aposta que agora as operadoras vão incrementar promoções e pacotes, o que aumentaria o número de assinantes e diminuiria ainda mais os custos dos serviços.
De acordo com Jarbas Valente, diretor da Anatel, a queda na tarifa deverá significar uma redução de 0,05 no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2012.
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