Um foragido trapalhão foi pego pelo objeto do próprio furto. Depois de fingir que passava mal na penitenciária, Romeu Ayubi Filho foi levado à Unidade de Pronto Atendimento da Zona Norte de Sorocaba para ser socorrido, fugiu dos agentes e, no caminho, aproveitou a distração da taxista Maria José Adriano, 44 anos, para furtar o seu GPRS (Posicionamento e Rastreamento Global por Satélite). Minutos depois, foi preso com a ajuda do aparelho.
O detento não sabia que o GPRS de Maria é um equipamento de serviço, da Rádio Táxi RS, que monitora e orienta os taxistas de toda a frota da empresa.
O GPRS foi retirado da Zafira prata da taxista às 19h15 de anteontem, no início da avenida Itavuvu. Logo em seguida, ela acionou a Central da RS, que imediatamente ligou ao 190. “Passamos o itinerário do ladrão para a PM, rua por rua, como fazemos com os táxis”, conta o gerente operacional Gustavo Soares. “O cara furtou o aparelho pensando que fosse um GPS.”
Romeu não teve como escapar. Motivo: não desgrudou do aparelho em nenhum momento da fuga.
Sorte/Maria José revela que é taxista há dez anos em Sorocaba, mas nunca viu uma cena tão surreal como a da noite de quinta-feira. “Eu sempre levo o GPRS na mão, tomo cuidado, mas resolvi deixá-lo no console do carro para limpar o vidro traseiro”, conta.
Segundos depois, ela notou que o aparelho sumiu. Um homem, correndo, perguntou se Maria viu algum suspeito passar pela calçada. “Disse que sim, que passou e levou o meu rastreador.”
O sujeito continuou correndo atrás do foragido e Maria não entendeu nada. “Depois descobri o que aconteceu. Não acreditei, tive muita sorte.”
Na rua J.J. Lacerda, Romeu foi recapturado e levado de volta à cela. Ele cumpre pena por furto e roubo. Antes de se entregar, ainda tentou se esconder dentro de dois carros e atrás de um muro de uma casa antiga, com o GPRS no bolso.
Tecnologia/A tecnologia, que usa sinal 2G e 3G, é utilizada por frotas de táxis, seguradoras de veículos, transportadoras de caminhões, carros-forte, entre outros. Na capital do estado de São Paulo e outras cidades do Brasil, vítimas de roubo, furto e sequestros já foram localizadas com a ajuda dos aparelhos. Pais contratam o serviço para monitorar a trajetória de seus filhos e carros.
Feliz com a ajuda do BBB - “Big Brother do Bem” - a taxista tem a intenção de levar a tecnologia para o uso particular. “Gostei do monitoramento. Não imaginei que fosse tão eficiente. Quero continuar com este aliado da tecnologia.”
Dona de um ponto de avenida no Centro, admite que tem medo de assaltos. O aparelho, daqui para frente, pode atenuar esse sentimento.
Tecnologia ajuda empresas e pais
Outros setores da economia, além das frotas de táxi, recorrem ao GPRS para proteger o patrimônio e atender os clientes. As seguradoras, um exemplo, fornecem rastreadores com essa tecnologia.
120 mil
reais é o preço de uma central completa de GPRS para monitorar uma frota de 50 veículos
GPRS disponível 24h
Os dados, diferente do GPS, são enviados ou recebidos imediatamente conforme a necessidade do usuário. Não há necessidade de conexão dial-up por modem.
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