Nesta Série A-2, mais do que nunca, o Noroeste precisará de calma. Mas não será fácil. Logo no primeiro jogo-treino do ano, contra o XV de Jaú, na última quarta-feira, o time abusou das faltas e teve até mesmo um jogador expulso na atividade.
O zagueiro Marcelinho tomou o cartão vermelho após uma falta na intermediária noroestina – como era um jogo-treino, ele deu lugar ao também zagueiro Hélio, não sem antes de discutir com adversários e o próprio juiz. Antes, o volante França também tinha entrado de uma maneira mais ríspida e causou outro tumulto entre os atletas e o árbitro.
O nervosismo deste ano é apenas a continuação da temporada passada, quando o Noroeste perdeu a cabeça nos campeonatos em que disputou. Até mesmo a equipe sub-20 teve seu dia de fúria no último jogo do torneio, com discussão entre atletas e torcedores no meio da partida.
“Precisamos ter esse nervosismo na medida exata. Às vezes, as reclamações são injustas e até mesmo descabidas. Faltas e reclamações fazem parte do jogo, mas temos que equilibrar. Eu ainda vou conversar com os jogadores sobre isso”, revelou Amauri Knevitz após o jogo-treino contra o XV de Jaú em Pederneiras.
E o tempo para conversar e esfriar a cabeça dos jogadores está se esgotando. Amanhã, o Noroeste já volta para Bauru, quando fará o último jogo-treino contra o Osvaldo Cruz, às 16h, no Alfredão. A estreia na A-2 será dia 25, contra o América, em Rio Preto.