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Mãe mata filho e nora e depois se suicida

Giuliano Munhoz Landini e a namorada, Mariana Marques Rodella

Giuliano Munhoz Landini e a namorada, Mariana Marques Rodella / Reprodução/ Facebook

Médica atirou no casal de namorados e, depois, se matou dentro do imóvel onde morava na capital

Por: Amanda Gomes/ Diário SP Online
07/03/2014 21:24

Atualizada: 16h20

A pediatra Elaine Munhoz, de 50 anos, matou o filho, Giuliano Munhoz Landini, 22, e a nora,  Mariana Marques Rodella, 26, dentro do apartamento onde vivia, na Rua Passo da Pátria, no City Lapa , Zona Oeste da capital. Ela cometeu suicídio depois. 

Os três corpos foram encontrados nesta sexta de manhã pela polícia dentro do imóvel de alto padrão, avaliado em cerca de R$ 1,4 milhão.

Após ouvir testemunhas e examinar o local do crime, a Polícia Civil confirmou a informação neste sábado.

De acordo com informações de vizinhos, por volta das 8h o filho da pediatra foi passear com o cachorro, como todos os dias. Quando voltou para casa, Giuliano teria encontrado a namorada morta. Momentos depois, Elaine, sempre na versão das testemunhas, teria atirado contra o rapaz e depois cometido suicídio.

Segundo policiais militares que atenderam a ocorrência,  Mariana foi encontrada caída na sala com dois tiros. Giuliano estava próximo da mãe, cada um com um tiro visível.

A médica trabalhava em uma  UBS (Unidade Básica de Saúde) na Lapa há cerca de nove anos. O rapaz estava no quarto ano de medicina. A namorada fazia residência na Santa Casa de Santo Amaro. Segundo informações dos vizinhos, os dois estavam de casamento marcado e a mãe não aceitava o relacionamento do filho – ela também não se conformava que ele iria se mudar.

A médica era conhecida  por ser uma mulher tranquila e educada. “Ela era uma ótima médica e muito querida por todos”, contou Marilene Godoy, de 50 anos. Um colega de trabalho da pediatra disse que ela estava triste, mas não soube informar o motivo. “Ela sempre foi alegre, mas eu estava estranhando sua atitude nas últimas semanas. Porém, não sei dizer o que estava acontecendo”, contou Rafael Criscuolo.
No apartamento,  a polícia encontrou uma arma.

Crime mobiliza toda a cúpula da polícia de São Paulo
O crime no apartamento da Rua Passo da Pátria,  onde a médica Elaine Moreira Munhoz morava com o filho Giuliano Munhoz Landini, mobilizou toda a cúpula da Polícia Civil de São Paulo.

O secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, acompanhou sexta à tarde parte do trabalho dos investigadores comandados pelo GOE (Grupo de Operações Especiais ). O diretor-geral da Polícia Civil,  Luiz Maurício Blazeck, também teria visitado o imóvel, mas a Secretaria de Segurança Pública não confirmou a informação.  A pasta se limitou a dizer que Grella conhecia parte da família.  

Vizinhos chegaram a dizer que a namorada de Giuliano, Mariana Marques Rodella, de 26 anos, era sobrinha de um ministro do Superior Tribunal de Justiça, mas a assessoria do STJ disse que não comentaria o assunto. Mariana também estudava medicina e era natural de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo. 

Giuliano estava no 4 ano de medicina da Santa Casa. A namorada estudava na Universidade de Santo Amaro. A Santa Casa divulgou um comunicado no qual lamenta a morte trágica do jovem.

“A Diretoria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e sua mantenedora, a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, se sentem consternadas com a morte trágica  de Giuliano Munhoz Landini e de familiares”, diz o texto, que decreta  luto oficial na instituição por três dias.
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