Ganso quer garantias de lucro com a exploração de sua imagem
Luciano Ribeiro / Santos
luciano.ribeiro@diariosp.com.br
A negociação para Ganso assinar um novo contrato com o Santos voltou a emperrar. Os motivos? Os mesmos de sempre: salário e direito sobre a imagem do meia.
O Peixe ofereceu R$ 350 mil por mês (ele ganha atualmente R$ 130 mil) e prometeu buscar patrocinadores para rechear seu vencimentos, só que sem o compromisso de atingir determinado valor. Em troca, o clube queria 30% sobre tudo o que ele ganhar comercialmente.
O meia não gostou. Além de R$ 500 mil de salário, quer faturar mais R$ 500 mil em publicidade. Outra opção que ele dá é ganhar um valor maior em carteira sem ceder nenhuma porcentagem de sua imagem ao clube — já é dono de 100%.
A cúpula alvinegra não pretende aceitar nenhuma das duas alternativas, pois não vê nele carisma suficiente para ser uma mina de ouro publicitária, como Neymar. Para ter o atacante ao menos até a Copa de 2014, o Santos garantiu que ele receberia até R$ 3 milhões por mês com a ajuda de patrocinadores pessoais — Neymar é garoto-propaganda de 12 marcas.
Ganso queria algo semelhante. Mas ouviu da diretoria que o clube não tem como garantir mais R$ 500 mil só com contratos comerciais. Além disso, a diferença de R$ 150 mil entre o que o Santos oferece de salário e o que o meia pede é alta.
Interlocutores mais próximos do presidente Luis Alvaro acreditam que o acordo só vai sair se Ganso recuar. E viram em Júlio Chagas Lima, o Papito, irmão que representa o jogador, pouca capacidade de negociação. O DIS, grupo desafeto da diretoria e dono de 55% dos direitos econômicos de Ganso, está afastado da negociação. Pelo menos oficialmente.
Papito foi procurado pelo DIÁRIO, mas não atendeu seu telefone. Se continuar o impasse, Ganso vai seguir normalmente seu trabalho. Mas pode ser vendido, caso chegue uma oferta razoável do exterior — ele tem contrato até 2015.
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