10/06/2012 07:31

Douglas joga em busca do futebol perdido


Tite já pediu paciência à torcida e fez trabalhos específicos com o jogador / Marcello Palhais/ Diário SP


Lucas Bettine
lucas.bettine@diariosp.com.br

Ele foi aclamado pela torcida do Corinthians em 2008 e 2009, vestiu a camisa da seleção brasileira em 2010 e acabou considerado um dos meias mais criativos do país. O grande problema de Douglas, titular no duelo de hoje, contra o Grêmio, às 17h, no Olímpico, é que todos esses verbos estão no passado. Atualmente, o número 15 do Timão vem sofrendo para reencontrar o bom futebol.
 
Foi exatamente com a camisa do Tricolor gaúcho, rival desta tarde, que Douglas viveu seu último bom momento. Em novembro de 2010, depois de ótimas atuações no  Brasileirão, o Maestro acabou convocado por Mano Menezes para o amistoso contra a Argentina, em Doha. Falhou no gol da vitória rival e nunca mais foi lembrado.
 
Depois disso, o futebol do meia desceu a ladeira. Acusado por torcedores do Grêmio de abusar das noitadas em Porto Alegre, voltou para o Timão neste ano — como plano B, após a tentativa frustrada do Timão de trazer Montillo. Mesmo com um passado de sucesso pelo clube, não vem rendendo.
 
Tite já pediu paciência à torcida, fez trabalhos específicos com o jogador, mas nada parece funcionar. O grande problema, segundo membros da comissão técnica, está no estilo de jogo de Douglas, nem um pouco parecido com o do restante da equipe. No Timão, todos correm e marcam o tempo inteiro. Já o camisa 15 está acostumado a um ritmo mais lento, apostando em seus passes precisos. Tite já tentou modificar essa postura. Por ora, em vão.
 
falta de chances?/ A aparente falta de vontade em campo, seja como titular ou entrando no decorrer das partidas, acabou reduzindo as oportunidades de Douglas no time. Foram 22 duelos no ano, mas, em apenas três, ele atuou por 90 minutos. Em seis jogos, nem sequer saiu do banco. Seu único gol, de pênalti, veio na goleada por 6 a 0 sobre o Deportivo Táchira.
 
Hoje, Douglas receberá uma de suas melhores chances desde a volta ao Timão. Ele atuará do jeito que gosta: centralizado, como único meia de criação da equipe, em um campo ao qual já está acostumado — se tudo der certo, por 90 minutos.
 
Resta saber se o Maestro conseguirá encontrar em algum buraco do Estádio Olímpico seu futebol perdido. Caso contrário, vai voltar a São Paulo direto para o banco de reservas, apenas para acompanhar Danilo e Alex em campo nos jogos decisivos do Timão nesta temporada.




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