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23 MAIO
05/05/2012 15:45

Leão adota postura conciliadora com a diretoria

Divulgação/Vipcomm Leão adota postura conciliadora com a diretoria cnico Leão minimizou as polêmicas envolvendo a diretoria do São Paulo

Marta Teixeira
marta.teixeira@diariosp.com.br

A polêmica foi grande, mas o técnico Leão deixou evidente que não pretende colocar mais lenha na fogueira sobre o afastamento do zagueiro Paulo Miranda, determinado pela diretoria do São Paulo. Nesta sexta-feira, o treinador do Tricolor fez questão de ressaltar que não considerou a decisão uma ingerência em seu comando. “Eles não interferiram na minha escalação”, assegurou Leão, em um discurso marcado muito mais pela tranquilidade do que pelo incômodo com a situação.

Segundo o técnico, na última quarta-feira, ele foi chamado pelo diretor de futebol, Adalberto Baptista, para uma conversa. O encontro ocorreu horas antes de o São Paulo enfrentar a Ponte Preta, pela Copa do Brasil, e somente então ele foi informado sobre o veto à participação do zagueiro no jogo. Como Paulo Miranda já estava escalado, Leão diz ter deixado claro que a única maneira de o beque  não entrar em campo era estando fora do grupo. E foi o que aconteceu.

Afastamento/ “Eu fui contratado para treinar e escalar aqueles que estão na equipe”, justificou Leão. Em tom conciliador, o técnico ainda afirmou que a atitude só causou surpresa   porque o jogador já havia sido escalado. “Ninguém estava preparado para esta decisão, daí ela gerar tristeza e melancolia. A autoridade máxima pertence ao presidente, mas a escalação máxima pertence a mim, ao treinador.”

Ao mesmo tempo em que colocou panos quentes na polêmica com a diretoria, o técnico  reiterou  só ter tomado conhecimento da decisão dos cartolas durante a reunião e reafirmou sua posição de apoio ao zagueiro. “Só eles sabiam do afastamento. Se ele estava escalado, era por ser merecedor da minha completa confiança. Paulo Miranda continua com minha confiança e meu respeito.”

O apoio de Leão, contudo, ainda não foi suficiente para definir o futuro de Paulo Miranda no grupo. Afinal, o presidente Juvenal Juvêncio já afirmou que o defensor também não participará do confronto de volta contra a Macaca, na próxima quinta-feira. Mas, no que depender do treinador, Paulo Miranda continua com seu espaço garantido. “O futuro dele não será dia 10. Mas,   quando a diretoria disser tudo certo e resolvido, ele voltará no lugar dele”, prometeu Leão.

Dentro do grupo, o técnico admite que a atitude da diretoria pode gerar certa insegurança. “O atleta se preocupa, sim, com o que aconteceu ao Paulo Miranda. Ele sabe que pode estar instável”, reconheceu o treinador, que tira, pelo menos, uma coisa positiva da polêmica. “O episódio não foi bom para ninguém e isso é consenso agora. E, quando é consenso, fica mais fácil solucionar o problema.” Ainda assim, Leão não tem certeza se outro episódio como esse não voltará a acontecer. “Não pedi essa garantia.”

Técnico garante que não há multa para sua demissão
Pressionado? Nem pensar. Para o técnico Leão, a atitude da diretoria do São Paulo no episódio que levou ao afastamento do zagueiro Paulo Miranda não sinalizou qualquer tentativa dos cartolas de questionar sua autoridade ou forçar a  saída dele do clube. “Não senti isso em nenhum momento”, afirmou.

Leão ainda fez questão de destacar que seu contrato com o São Paulo não prevê o pagamento de  rescisão. “Meu contrato não tem multa. O anterior não tinha , esse não tem e não terá  nenhum outro mais em minha vida. Eu quero ser livre, como o clube tem de ser livre. Você não deve aturar quem você não quer.”

Conhecido pelo temperamento forte, Leão garantiu sentir-se  confortável em continuar o trabalho no Tricolor. “Foi reafirmado pelo doutor Adalberto (Baptista, diretor de futebol) aqui, hoje, que jamais passou pela cabeça dele uma demissão. Quanto a mim, não vejo, não desejo e não receio sequelas. Se tiver, vou render menos.”

E rendimento é tudo o que o São Paulo precisa agora. Derrotado pela Ponte por  1 a 0, no jogo de ida das oitavas  da Copa do Brasil, o Tricolor tem de  vencer por dois gols de diferença para seguir na briga pelo título. Se devolver o mesmo resultado, haverá disputa de pênaltis.  Um título inédito que garante vaga na Libertadores de 2013. “Nós temos  de ganhar a Copa do Brasil e ela passa por uma vitória sobre a Ponte”, ressaltou o treinador.

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