Anderson Silva vai querer lutar contra Chael Sonnen nos EUA?
A notícia que caiu como uma bomba no início desta semana e que pode abalar algumas estruturas pelo Brasil é a de que a revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen poderá ser disputada em Las Vegas, nos Estados Unidos, e não mais no Rio de Janeiro, como estava previsto.
Alguns motivos levaram (ou levariam, já que ainda não é 100% certo de que isso vá, de fato, acontecer) a essa decisão. O primeiro deles, o interesse financeiro dos donos de cassinos de querer bancar (e lucrar, principalmente, claro) com esse confronto, que poderá ser o maior da história do UFC; depois, o fato de o fim de semana separado para o evento estar próximo do encontro das principais nações do mundo, o G20, na capital carioca, o que esgotou completamente os quartos de hotel na cidade; e o terceiro, até, uma possível preocupação em relação à segurança de Chael Sonnen no Brasil, por mais que Dana White tenha cansado de dizer que isso não é um empecilho.
O evento seria no Engenhão, com 65 mil pessoas na arquibancada, o que seria um novo recorde na história do esporte. Marca, essa, que hoje pertence a uma luta de Georges Saint-Pierre em um ginásio no Canadá, com 55 mil pessoas.
Ou seja, uma luta que, além da importância esportiva, vai gerar lucros demais. Já geraria, pelo ambiente e os personagens que a envolvem, mas um troco a mais nunca é demais, convenhamos.
E por que, no fundo, isso tudo está acontecendo?
Porque esse UFC foi mal planejado no Brasil, feito meio que no improviso.
Lembre-se, caro leitor, que a ideia inicial e a vontade de todos, principalmente do protagonista-mor da coisa, Anderson Silva, era a de que a luta acontecesse em São Paulo. O Aranha queria isso e o UFC, mais ainda, já que a capital paulista ainda não recebeu o evento, depois de sua explosão, e reúne o maior número de fãs, ao que se sabe, do esporte. Fato esse que é provado pela frequência dos mesmos nas redes sociais.
Pois bem, o UFC deixou de ser em São Paulo por uma série de fatores. Deixou de ser no Pacaembu porque a associação de moradores local, a Viva Pacembu, ganhou o braço de ferro com a Prefeitura, baseada na Lei do Psiu, que monitora o barulho nas redondezas. Depois, deixou de ser no Morumbi porque não se chegou a um acordo com o São Paulo e a cobertura do estádio, além de acharem o lugar com a arquibancada distante demais, o que prejudicaria um pouco na visibilidade dos fãs. E, por fim, não se encontrou uma outra alternativa, uma nova casa para isso.
A solução, então, foi levar para o Rio. Mas não podia ser na HSBC Arena, por problemas de calendário e capacidade do local (lembrem-se, há de se fazer algo muito, muito grande, já que a situação, de fato, pede).
Então decidiu-se pelo Engenhão, que até, ao que parece, abrigaria bem o evento. Chegou-se a sonhar com 80 mil pessoas lá dentro, caberiam, mas o melhor, até pela segurança e infra-estrutura, foi optar pelos 65 mil, o que já estava de bom tamanho.
Mas o Engenhão também tinha algumas implicações em relação a datas, mais tarde bateria com compromissos do Botafogo no Brasileirão, e o dia que sobrou calhou com a convenção do G20.
Também é sempre bom lembrar que, além de Silva x Sonnen, era lá outra revanche, entre Wanderlei Silva e Vitor Belfort, e a final do TUF Brasil. Isso sem contar em alguns boatos que já circulavam, entre eles mais uma revanche, entre Lyoto Machida e Maurício Shogun, este jamais confirmado por alguma das partes. E, certamente, com outros brasileiros de destaque, já que material humano, e de qualidade, não tem faltado por aqui.
Com esse problema, porém, tudo virou uma grande incerteza. Anderson Silva, quando aceitou enfrentar o falastrão americano, fez apenas uma exigência: que fosse no Brasil. Sonnen, prontamente, aceitou. Não se sabe se o Aranha aceitaria lutar nos Estados Unidos, e até estaria no direito dele de dizer não, ainda que isso, provavelmente, queimasse ainda mais o filme dele com Dana White e os manda-chuvas do UFC.
Onde vai ser a luta? Se jogarem, mesmo, para Las Vegas, será que o card que vai "sobrar" é forte o suficiente para garantir um bom público e, principalmente, a satisfação do torcedor brasileiro, frustrado por ter perdido o combate do século? Como vai ficar o desfecho do TUF, uma ação considerada com essencial pelo UFC para o estabelecimento de vez e crescimento do esporte no país, atingindo ainda mais pessoas depois que a Globo resolveu televisionar?
Como diriam por aí, vive um drama, o MMA brasileiro.
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