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O Engenhão será o palco do terceiro UFC no Rio
Pois Dana White acabou com o suspense, que deixou de ser tão suspense assim desde que o Pacaembu foi vetado, diga-se, e confirmou que o próximo UFC no Brasil será, mesmo, no Rio de Janeiro. O palco escolhido é o Engenhão, que poderá receber até 80 mil pessoas, por mais que o Botafogo fale em 60 mil. De uma maneira ou outra, vai ser gente pra dedéu.
Bom, evidentemente, para o Rio, em todos os aspectos. O primeiro, e óbvio, é receber mais um evento desse porte, que movimenta tudo o que se sabe, hoteis, economia, turismo, blá-blá-blá, por mais que seja apenas por um dia, efetivamente. Mas, melhor ainda, na verdade, na politicagem. Ao apagar o incêndio, o Rio mostra para o chefão da liga que está lá para o que der e vier. O tal "pode contar comigo, fera", que marca pontos com qualquer um. Dá para bater no peito e na mesa, num futuro próximo, e exigir uma coisinha ou outra, sob o argumento de que quando foi preciso, eles estavam lá para ajudar. Por mais que americano seja um povo mais gelado para esse tipo de coisa, é business, mesmo, eu tô pagando e cala a boca, vou fazer o que quero e como quero.
Ruim, igualmente evidentemente, para São Paulo. Em quase todos os aspectos. Se a decisão de não ceder o Pacaembu e o Morumbi por causa do barulho agrada a uma minoria da população - quase que exclusivamente a quem mora nas cercanias e, onde o buraco é mais embaixo, àqueles que acham que MMA não é esporte, por causa da violência e aquele papo todo -, deixa outra revoltada. Tinha muita gente que queria ver Anderson Silva, Chael Sonnen, Vitor Belfort, Wanderlei Silva & Cia. na capital paulista, mas a coisa foi assim, e paciência.
Quem também lamenta a situação é o próprio UFC, que enxerga na cidade um polo interessante, economicamente falando. Nas pesquisas que se faz pelas redes sociais, São Paulo é sempre a cidade que traz mais audiência e integrantes. Não à toa Dana White olha com carinho para a capital, é claro. O sujeito é um homem de negócios, que até gosta da praia e dos prazeres do Rio, sabe que isso também atrai mais a atenção de qualquer um, mas quer grana. Se tem grana na selva de pedra da Pauliceia, a ela, pois.
No fim, o UFC vai sair, que era o mais importante para o Brasil. O Engenhão estará cheio, a torcida vai fazer barulho e impressionar, como fez nas duas vezes na HSBC Arena. E deverá ter mais um evento no país, com mais tempo para que todo mundo drible as burocracias e tente, enfim, emplacar o dito em São Paulo. Mas há quem diga que, com um card como o desta vez, jamais. No primeiro UFC Rio, todo mundo se animou com Anderson Silva, Maurício Shogun e Minotauro, principalmente. Depois, Vitor Belfort e o José Aldo fizeram as honras. Agora, o Aranha e Belfort, de novo, com Wanderlei, Sonnen e, quem sabe?, Shogun.
Vai ser difícil ficar reunindo essa turma toda o tempo todo para agradar aos brasileiros.