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Diário de São Paulo

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QUARTA-FEIRA
23 MAIO
19/10/2011 11:57

Isso é Brasil?

Desde Outubro de 2011, o Governo reduziu de 25% para 20% o teor de álcool anidro misturado à gasolina vendida nos postos do país.

Por sua vez, a Inspeção Veicular está cada vez mais rígida. Além de analisarem os índices de COc, HCc, Fator de Diluição, vazamentos debaixo do veículo, já está em vigor a pré-inspeção de ruído.

E cada vez mais veículos são reprovados na Inspeção. Uma das causas está justamente na qualidade do combustível, que está sendo cada vez “batizado”.

Atente-se a isso e exija o teste! É rápido e um direito seu. Além de saber o que está comprando, irá coibir possíveis fraudadores.

O brasileiro tem todo direito de saber a qualidade do combustível que usa. Basta pedir ao gerente do Posto, que efetue o teste na sua frente.

O que vale mesmo é a origem do combustível do próprio estabelecimento, e não da Bandeira.

E preparem seus bolsos: A prefeitura de São Paulo está estudando a implantação da inspeção mecânica obrigatória. A idéia, segundo a própria, é reduzir o número de acidentes.

Hoje, em decorrência dessa obrigatoriedade, temos uma frota velha, sucateada, sem documentação adequada, que representam 70% da frota em circulação, guiados por muitos motoristas imprudentes.

E o destino desses veículos? Rodar até serem flagrados e recolhidos, ou abandonados nas ruas como já reportei anteriormente. Multas, taxas de Inspeção, radares para averiguar veículos sem o selo de Inspeção e mais verba para os gordos cofres do Governo e/ou suas cuecas com bolsos de nossos representantes.

Pois bem, a idéia é boa, mas bem distante de nossa realidade. Creio que seria mais relevante e urgente adestrar os velhos e novos motoristas, ensinando algumas regras de direção defensiva, por exemplo, e implantar mais transportes coletivos com um mínimo de qualidade, a um preço mais justo.

Senhor Prefeito e colegas, não se atentem apenas a belos ônibus automáticos e semi-novos que transitam pela Faria Lima, Av.Paulista e arredores. Visite o transporte público metropolitano da periferia e intermunicipal, por exemplo.

E o Metrô? Suas instalações antigas já estão mais que pagas. A Energia Elétrica que abastece o mesmo deveria ter preço mais baixo, tanto que a própria FIESP lançou campanha por energia mais barata.

E quanto aos ônibus então? Quanto custa o litro do óleo diesel e quantos passageiros um ônibus urbano transporta?

Por que não dar incentivos a produção de energia Eólica, por exemplo? Uma energia barata, limpa e que não iria agredir a Natureza.

Mesmo com todos esses fatos, creio sim que é um dos caminhos corretos para um Planeta menos poluído. Mas implantar Leis rígidas, multas exorbitantes em um povo que mal tem o que comer, ludibriando os mesmos, é um cúmulo.

Srs., estamos no Brasil!

Eduardo Andreassi é fotojornalista e fotógrafo

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